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Greve no Porto. Escolas fechadas, saúde e finanças com poucos os constrangimentos

17 abr, 2026 - 12:50 • Jaime Dantas

Várias escolas fecharam no Grande Porto, segundo apurou a Renascença junto da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Repartições de Finanças abriram, mas com constrangimentos. No Hospital São João, houve uma adesão de 20% à greve.

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Logo pelas 7h30 desta sexta-feira assistia-se à azáfama habitual dos pais para deixar os filhos na Escola Básica D.Pedro, em Vila Nova de Gaia. Não chegaram sequer a parar, porque lá estava o diretor da instituição, Filinto Lima, a acenar a quem olhava com expectativa para o portão da escola, para confirmar que o melhor seria mesmo seguir caminho, ao mesmo tempo que antecipava uma "greve forte" no dia de hoje.

Do lado de dentro do portão, três crianças esperavam pelos pais, junto de um dos poucos funcionários que não aderiu à paralisação: o porteiro da escola. De resto, foi mesmo pela falta de assistentes operacionais que a escola acabou por não abrir, dizia à Renascença o também presidente da Associação de Agrupamentos de Escolas de Públicas.

"Muitos deles ganham pouco mais do que o salário mínimo. É preciso olhar também para as suas condições de trabalho, para os seus vencimentos e, de facto, dar dignidade à função que eles exercem, porque as escolas fecham muitas vezes por falta dos assistentes operacionais que estão em greve e não tanto devido aos professores", dizia Filinto Lima.

Na saúde e nas repartições de Finanças, cenário diferente. Em Vila Nova de Gaia, a repartição da Autoridade Tributária na Avenida da República abriu às 9h00 da manhã, como estava previsto, deixando mais descansadas as dezenas de pessoas que esperavam com expectativa, depois de terem sido surpreendidas com a possibilidade de greve, da qual muitas não sabiam.

Ainda assim, mal se dirigiam à maquina das senhas perceberam que dois dos sete serviços que estão normalmente disponíveis não estavam em funcionamento.

No Hospital de São João, no Porto, nem parecia dia de greve. No átrio, o vai e volta de utentes era o habitual. Questionadas pela Renascença, as pessoas contavam que, nos consultórios, também não se sentiam dificuldades.

A expectativa era, de resto, de que a paralisação convocada pela CGTP não tivesse grande impacto na unidade hospitalar, uma vez que os Sindicatos dos Médicos não são afetos à central sindical. Já o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) - que está sobre a alçada da CGTP - esclarece que não emitiu pré-aviso de greve, embora a fonte contactada pela Renascença garanta que está "na luta contra o pacote laboral" e vai marcar presença na manifestação desta tarde em Lisboa.

Os constrangimentos sentem-se nos serviços administrativos que, como se podia ler num papel afixado na máquina das senhas, está com horário reduzido: costumam funcionar das 8h00 às 20h00, mas hoje estão abertos das 9h00 às 16h00, dada a adesão de 20% dos profissionais à greve, segundo avança à Renascença a administração hospitalar.

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