Operação internacional
PJ ajuda a encontrar 45 crianças ucranianas levadas à força para a Rússia e Bielorrússia
20 abr, 2026 - 14:55 • Olímpia Mairos
Operação internacional identificou pistas sobre menores desaparecidos — mais de 19.500 crianças foram retiradas de territórios ocupados, segundo autoridades ucranianas.
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira que participou numa operação internacional coordenada pela Europol, que permitiu identificar e localizar 45 crianças ucranianas transferidas à força para territórios ocupados, incluindo a Federação Russa e a Bielorrússia.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
A ação decorreu nos dias 16 e 17 de abril, em Haia, nos Países Baixos. O objetivo principal foi apoiar as investigações das autoridades ucranianas , que já sinalizaram o desaparecimento de cerca de 19.500 crianças de zonas ocupadas.
Segundo a nota da PJ, “a participação portuguesa permitiu desenvolver cinco pistas investigativas relevantes , com base na análise de redes sociais, imagens e possíveis ligações a instituições escolares”, acrescentando que “ essas pistas serão agora alvo de validação e cruzamento de dados pelas autoridades competentes”.
A operação reuniu 40 especialistas de 18 países, além de representantes do Tribunal Penal Internacional e de organizações não governamentais, num esforço coordenado de investigação em fontes abertas ( OSINT). Foram produzidos 45 relatórios com informações consideradas fidedignas para a localização das crianças.
Entre os elementos reunidos constam rotas de transporte utilizadas nas deslocações forçadas , identificação de facilitadores (como diretores de orfanatos) e de pessoas recetoras, bem como unidades militares alegadamente envolvidas.
Os relatórios incluem ainda dados sobre campos ou instalações de destino, plataformas digitais onde surgem fotografias das crianças e, em alguns casos, indícios de presença em unidades militares russas.
De acordo com as autoridades, “algumas destas crianças terão sido adotadas por cidadãos russos , enquanto outras permanecem em campos de reeducação ou instituições psiquiátricas ”, cenário que levanta preocupações ao nível do direito internacional humanitário.
- Noticiário das 6h
- 08 jun, 2026








