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APAH avisa: subida do petróleo já afeta consumíveis hospitalares

22 abr, 2026 - 17:10 • Anabela Góis

O conflito no Médio Oriente já está, indiretamente, a criar dificuldades na entrega de luvas e outros consumíveis hospitalares, alerta a Associação de Administradores Hospitalares, que pede ao Governo garantias para evitar ruturas no futuro.

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O presidente da Associação de Administradores Hospitalares (APAH) assegura que há hospitais com dificuldades para adquirirem luvas e outros dispositivos, por causa da subida do preço do petróleo, decorrente da guerra no Médio Oriente.

Em causa estão todos os tipos de luvas, mas também outros consumíveis que incorporam plástico, como sacos para o lixo. Sem querer identificar as unidades para não criar alarme, Xavier Barreto diz que “alguns hospitais já reportaram que há fornecedores que já não estão a conseguir entregar estes materiais ao abrigo de contratos vigentes, mas também já não conseguem entregar propostas para concursos que estão a decorrer”.

O presidente da APAH diz que “há um aumento muito grande dos preços por causa do aumento do petróleo e do transporte e os fornecedores não estão a conseguir responder a esta variação” e apela ao Governo que “possa dar garantias aos fornecedores de que não será por falta de financiamento que o abastecimento será interrompido”.

Apesar disso, Xavier Barreto garante que, para já, não há riscos. “Todos os hospitais continuam a prestar cuidados em condições de qualidade e segurança e isso não está minimamente em causa. Os hospitais têm stock para continuar a prestar cuidados”, reforça, mas apela ao Governo para estar atento de forma a evitar o pior se a guerra se prolongar.

“O que nós estamos a alertar é que já se verificam algumas dificuldades. Para já não são críticas, mas podem vir a ser no futuro”, repete.

Contactado pela Renascença, O INFARMED garante que, até ao momento, não foram notificadas quaisquer rupturas de abastecimento diretamente associadas ao conflito no Médio Oriente.

A Autoridade do medicamento adianta que está a acompanhar a situação geopolítica em articulação com as associações do setor e as entidades europeias, com particular enfoque nas cadeias de abastecimento de medicamentos e dispositivos médicos.

Garante, por outro lado, que no dia 14 de abril se reuniu com a APIFARMA, a EQUALMED e a APORMED para avaliar eventuais impactos da atual conjuntura geopolítica nas cadeias de fabrico e distribuição de medicamentos e dispositivos médicos em Portugal e que, de acordo com a informação disponível, não se registam, até ao momento, ruturas de abastecimento, apesar do impacto a nível da logística e dos custos de combustíveis e energia.

Na sequência da reunião com as associações setoriais, ficou determinado que, se for necessário, o INFARMED autorizará com carácter prioritário quaisquer solicitações das empresas que visem alterar a origem da substância ativa ou o fabricante do produto final de qualquer medicamento, seja por alteração de fabricantes de outras origens ou eventualmente para que o mesmo possa ser também fabricado em Portugal.

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