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Conferência dos Patriotas Europeus

Ventura acusa Governo de "pôr irremediavelmente em causa" a aprovação da lei laboral

22 abr, 2026 - 17:02 • Jaime Dantas

Na conferência de um encontro dos Patriotas Europeus, no Porto, Ventura e Jordan Bardella, líder da extrema-direita francesa, partilharam críticas ao chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

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O presidente do Chega, André Ventura, acusa o Governo de estar a colocar “irremediavelmente em causa” a aprovação da nova lei laboral no Parlamento, caso falhem as negociações em sede de concertação social.

Esta quarta-feira, em declarações à margem da conferência “Study Days” dos Patriotas Europeus, Ventura criticou o que considera ser falta de transparência do executivo relativamente à proposta em discussão.

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“Parece-nos muito estranho que o Governo já esteja a pôr o ónus em cima do Chega e não tenha havido, de forma clara, a indicação do que é que estão a pensar fazer, qual é a proposta que querem apresentar e o que é que vai mudar na lei laboral”, afirmou.

O líder do Chega classificou a atuação do Governo como “um exemplo de má governação e de má negociação”, alertando que isso “pode pôr em causa irremediavelmente esta legislação do trabalho”.

Reforma do Estado com sinais de entendimento

Já quanto à reforma do Estado, Ventura admite que as negociações com o executivo decorrem de forma mais positiva.

O dirigente revelou ter sido contactado nas últimas horas pelo Governo, com indicação de alterações à proposta inicial.

Segundo disse, essas mudanças visam “ir ao encontro daquilo que o Chega tinha proposto”, nomeadamente para “suavizar e alterar a legislação” e avaliar se será possível alcançar uma aprovação parlamentar.

Críticas conjuntas a Pedro Sánchez

Ventura falava ao lado de Jordan Bardella, líder da extrema-direita francesa, com quem partilhou críticas ao chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

Ambos, no âmbito do grupo europeu “Patriots for Europe”, acusam Sánchez de colocar em causa a segurança da União Europeia ao avançar com a regularização extraordinária de imigrantes.

“Ao regularizar extraordinariamente imigrantes que não sabe quem são, mete em risco todos os outros países, porque há um espaço de livre circulação. Temos de exigir responsabilidade ao primeiro-ministro espanhol e também ao primeiro-ministro português, porque os dois estão a contribuir para o descontrolo migratório na Europa”, afirmou Ventura.

Por seu lado, Bardella defendeu que a “identidade europeia está em causa” e prometeu, caso vença as eleições presidenciais em França, pressionar para “mudar profundamente” a União Europeia.

“Nós não queremos sair da União Europeia, queremos mudá-la radicalmente sem destruir nada. A França tem um peso diplomático e económico de primeiro plano dentro da União Europeia”, afirmou.

O dirigente francês apontou ainda a criação de um eixo com a Alemanha e a Itália como estratégia para alterar o rumo político em Bruxelas.

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