Ouvir
  • Noticiário das 16h
  • 12 mai, 2026
A+ / A-

25 Abril

Avenida da Liberdade enche-se para celebrar Abril entre memórias e esperança no futuro

25 abr, 2026 - 20:57 • Olímpia Mairos

Desfile junta várias gerações numa tarde de festa, reivindicação e defesa dos valores da liberdade e da democracia.

A+ / A-
SAB  PEÇA ANA CAT ANDRE DESFILE ABRIL D 25
Ouça aqui a reportagem

Milhares de pessoas desceram, esta tarde, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para participar no já tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril. Numa tarde quente e marcada pelo ambiente festivo, a avenida encheu-se de música e celebração, com cravos vermelhos a colorir a multidão.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Entre palavras de ordem e momentos de convívio, não faltaram críticas ao Governo e alertas para os problemas que persistem no país, sobretudo nos setores da educação e da saúde. Ao mesmo tempo, multiplicaram-se os elogios à liberdade e à democracia conquistadas há 52 anos.

No meio da multidão, cruzaram-se várias gerações: famílias com crianças, jovens e muitos dos que viveram a revolução de 1974. É o caso de Edite Pereira, que tinha 24 anos quando se deu o 25 de Abril e que, aos 77, continua a marcar presença no desfile.

“Passamos a ter uma escola pública, um Serviço Nacional de Saúde. A liberdade que se conquistou, a alegria que foi o 1.º de Maio, que foi uma coisa fantástica, que eu acho que nunca mais vou voltar a ter uma sensação dessas, levam-me hoje a ter esperança”, sublinha. “Fico muito feliz quando vejo gente jovem: não são só as pessoas da minha época, da minha idade, que recordam todo o mal que se viveu anteriormente e [constatam aquilo] que conquistámos com Abril”, acrescenta.

Ao seu lado esteve João Saraiva, de 81 anos, antigo delegado sindical, que também viveu de perto os dias da revolução. Apesar de reconhecer os desafios atuais, como o crescimento dos populismos e a polarização, mantém a confiança nas novas gerações.

“Toda a juventude agora é mais instruída, lê mais. Desviam muita atenção para os telemóveis, para as notícias rápidas e pouco para a leitura de artigos extensos. Mas lá está, se forem ensinados na escola, têm o bichinho lá dentro e ninguém o consegue matar”, afirma.

Por isso, não acredita que os mais jovens se deixem enganar facilmente: “Cair no conto do vigário, com a instrução que hoje têm, é uma vergonha.”

Ouvir
  • Noticiário das 16h
  • 12 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque