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Venezuela

Luso-venezuelanos recolhem assinaturas no Funchal pela libertação de presos políticos

25 abr, 2026 - 19:01 • Lusa

A petição pública foi lançada na semana passada e decorre durante mais duas semanas, tendo já sido recolhidas cerca de 400 assinaturas, de acordo com a organização.

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Várias organizações da comunidade luso-venezuelana na Madeira promoveram hoje uma recolha de assinaturas no Funchal, no âmbito de uma petição pública pela libertação dos presos políticos na Venezuela.

"É preciso ter em atenção que existem famílias à espera de respostas do Governo português", alertou Lídia Albornoz, da associação Comando Com Venezuela, realçando que o executivo "tem de ser mais eficaz naquilo que está a fazer".

"Estamos nesta luta e não vamos baixar os braços até que consigamos que os presos políticos, não só os portugueses, mas todos sejam libertados", reforçou.

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A petição pública foi lançada na semana passada e decorre durante mais duas semanas, tendo já sido recolhidas cerca de 400 assinaturas, de acordo com a organização.

Lídia Albornoz lembra que continuam detidos na Venezuela, por motivos políticos, três luso-descendentes de origem madeirense: Juan Rodriguez (desde outubro de 2019), Fernando Venâncio (desde outubro de 2024) e Adrian de Gouveia (desde maio de 2025).

"Vamos continuar com esta petição pública para fazer pressão ao Governo da República, porque é preciso dar mais atenção ao que está a acontecer com os presos políticos na Venezuela", afirmou, sustentando que o executivo "pode fazer mais e tem de fazer mais".

Lídia Albornoz manifestou-se confiante de que a petição vai reunir o número de assinaturas necessário para ser debatida na Assembleia da República (entre 2.500 e 7.500) e defendeu que o tema dos presos políticos na Venezuela tem de ser "debatido seriamente" no Parlamento.

Segundo a organização não-governamental venezuelana Encontro Justiça e Perdão, continuam detidas por motivos políticos na Venezuela 674 pessoas, entre as quais 30 com dupla nacionalidade e 28 estrangeiros - incluindo cinco cidadãos portugueses.

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