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Tempestades

Famílias com dificuldades em retomar o crédito habitação: "Percentagem pode ser significativa"

27 abr, 2026 - 06:24 • Filipa Ribeiro

Esta segunda feria é o último dia da moratória ao crédito habitação e a Deco Proteste avisa que face aos atrasos na retoma da normalidade em várias empresas, há famílias que podem não conseguir retomar de imediato o pagamento do empréstimo. A associação de apoio ao consumidor aconselha aos titulares que recorram "de imediato" às instituições bancárias para renegociar o contrato.

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Esta segunda-feira termina a moratória ao crédito à habitação anunciada pelo Governo para as pessoas afetadas pelo mau tempo. Foi possível pedir o adiamento do pagamento do empréstimo por 90 dias, mas a Deco Proteste avisa que pode ser “significativa” a percentagem de famílias com dificuldades em retomar as prestações.

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Em declarações à Renascença, o especialista em assuntos financeiros da Deco Proteste, Nuno Rico, sublinha que “há muitas empresas que ainda não conseguiram retomar a sua atividade ou que o estão a fazer de forma limitada, o que tem implicações nos rendimentos das famílias”. O especialista da associação de apoio ao consumidor realça que, apesar de não haver dados oficiais, é provável que seja “significativa a percentagem de famílias que não vão conseguir, ou que terão muitas dificuldades em conseguir, retomar o pagamento do seu crédito depois do fim da moratória”.

Para quem se depare com dificuldades em retomar o pagamento do crédito da casa, a Deco Proteste aconselha os titulares a recorrer “de imediato” ao banco para tentar renegociar o contrato. “Caso não tenha a sua situação familiar, nomeadamente em termos de rendimentos, reposta depois das tempestades, tente imediatamente negociar com o banco e verificar qual a melhor solução para o seu caso, mas sempre antes de entrar numa situação de incumprimento, porque a partir do momento em que chega a esse tipo de situação, a sua capacidade negocial reduz-se drasticamente e é mais difícil encontrar uma solução”, avisa Nuno Rico.

O especialista em assuntos financeiros diz que se pode procurar uma solução de negociação do contrato através do “alargamento do prazo” ou de “um eventual período de carência”.

A Deco Proteste volta a considerar que os três meses definidos como prazo da moratória são curtos e alerta que, no final, haverá um custo adicional nos contratos, uma vez que o capital em dívida continua a acumular juros. O Banco de Portugal anunciou na semana passada que foram pedidas 7.400 moratórias, num valor de 930 milhões de euros. A Deco Proteste estima que, no final, o ganho seja de 7 milhões de euros.

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