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Via do Infante. Número de feridos quase duplica após fim das portagens

27 abr, 2026 - 09:02 • Lusa

Segundo a GNR, a abolição de portagens na A22 "veio potenciar um aumento do volume de tráfego naquela via, o que poderá contribuir para o aumento do número de acidentes registados".

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O número de feridos em acidentes rodoviários na Via do Infante (A22) quase duplicou em 2025 face ao ano anterior motivado pelo aumento do tráfego com a abolição de portagens, há um ano e meio, indicam dados da GNR.

De acordo com os dados da GNR disponibilizados à agência Lusa, dos 355 acidentes rodoviários registados no ano passado na A22 resultaram 105 vítimas, mais 58 do que em 2024.

Em 2025 -- quando entrou em vigor a abolição de portagens, em 01 de janeiro - foram registados mais 139 acidentes do que em 2024, tendo sido contabilizadas 216 ocorrências, refere a força de segurança.

Apesar da subida do número de acidentes e de feridos graves, que passaram de três para 14, não se registaram vítimas mortais no ano passado, ao contrário de 2024, ano em que ocorreram duas mortes.

O número de feridos ligeiros aumentou de 87 para 148, refere, ainda, aquela corporação.

Segundo a GNR, a abolição de portagens na A22 "veio potenciar um aumento do volume" de tráfego naquela via, o que poderá contribuir para o aumento do número de acidentes registados".

O aumento do trânsito rodoviário está relacionado com a eliminação de portagens, levando à transferência de circulação de estradas secundárias para o eixo principal, aponta.

A GNR esclarece ainda que os dados dizem respeito "apenas a acidentes rodoviários", remetendo eventuais ocorrências e acidentes relacionadas com o estado do pavimento ou outras infraestruturas para a empresa concessionária da via.

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