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Lisboa

Três alunos do Colégio Moderno arguidos por agressão a refugiado iraquiano

30 abr, 2026 - 18:32 • Ricardo Vieira , com Lusa

Outros nove jovens, com idades entre os 16 e 17 anos, foram identificados por ligação ao caso registado na noite de 24 de abril.

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Três alunos do Colégio Moderno, em Lisboa, foram constituídos arguidos por suspeita de agressão a um refugiado iraquiano. A informação foi confirmada pela PSP. São suspeitos de ofensas à integridade física.

Outros nove jovens, com idades entre os 16 e 17 anos, foram identificados por ligação ao caso registado na noite de 24 de abril, indica à Lusa fonte da Polícia.

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Omar Al-Hayali, de 27 anos, aluno do ISCTE, apresentou queixa após ter sido agredido por um grupo de jovens quando estava a passar de bicicleta na zona da Alameda.

A uma parte das agressões foi gravada em vídeo por um transeunte. O refugiado iraquiano também filmou alegados agressores.

Citado pelo jornal Público, Omar Al-Hayali conta que começou por ser insultado e, depois, os jovens passaram para a agressão: "Deparei-me com um grupo de 10 a 30 indivíduos. Sem qualquer provocação, o grupo começou a insultar-me gratuitamente. Quando parei para questionar o motivo da agressividade, os indivíduos cercaram-me, gritando: 'Arranca daqui' e começaram a desferir golpes contra a bicicleta e a minha pessoa".

Omar Al-Hayali diz que foi alvo de insultos e agredido com pedras e com uma garrafa.

“O grupo apenas cessou as agressões quando comecei a sangrar abundantemente”, segundo o estudante iraquiano.

Isabel Soares, diretora do Colégio Moderno, disse ao jornal Público que está preocupada com a situação e que a instituição “é contra todas as agressões” e “contra toda a espécie de violência”.

A direção do colégio vai agora avaliar o que fazer perante este caso. “Não é nada que nos diga respeito, foram situações da noite, mas faremos alguma coisa”, afirmou Isabel Soares.

ISCTE solidário com aluno iraquiano agredido

O ISCTE manifestou-se solidário com o aluno iraquiano agredido por um grupo de jovens na madrugada de sábado e disponibilizou-se para prestar apoio, repudiando “todo e qualquer ato de violência” e comportamentos xenófobos.

Em comunicado, a Reitoria do ISCTE, onde o jovem frequenta o curso de Psicologia, “declara publicamente a sua solidariedade” e refere que já transmitiu ao aluno a disponibilidade para prestar o apoio necessário.

“O ISCTE repudia todo e qualquer ato de violência, tal como comportamentos xenófobos que coloquem em causa estrangeiros, sejam eles turistas, imigrantes ou refugiados”, refere a instituição.

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