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Averiguação sobre grávida que teve bebé na receção do hospital de Gaia em instrução

04 mai, 2026 - 16:02 • Lusa

Em causa está um inquérito instaurado a 7 de outubro por despacho do inspetor-geral, na sequência de uma participação recebida na IGAS para apurar os factos relacionados com a assistência prestada a uma utente grávida.

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A averiguação sobre os cuidados prestados a uma grávida que teve o bebé na receção da urgência do Hospital Santos Silva, em Gaia, passou à fase de instrução, revela o processo da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

"O processo encontra-se em instrução, tendo já sido realizadas diversas diligências tendentes ao apuramento dos factos ocorridos e está em curso a realização da peritagem médica relacionada com a assistência médica prestada, pelo que ainda não é possível estimar uma data para a elaboração do relatório", lê-se numa nota da IGAS com data de 24 de abril, hoje consultada pela agência Lusa.

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Em causa está um inquérito instaurado a 7 de outubro por despacho do inspetor-geral, na sequência de uma participação recebida na IGAS para apurar os factos relacionados com a assistência prestada a uma utente grávida.

O bebé desta utente nasceu na receção da urgência do Santos Silva, hospital da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, a 4 de outubro de 2025.

O caso foi noticiado pela RTP que avançou que o pai da criança apresentou queixa a várias entidades, porque o bebé terá caído de cabeça no momento da expulsão, enquanto a mãe fazia a admissão.

À Lusa, a administração da ULSGE rejeitou que a grávida não tenha recebido assistência, descrevendo que, "num primeiro momento, foi assistida na sala de emergência, um espaço "contíguo à área de receção constituído por médico e enfermeiros".

A ULS admitiu que a grávida recorreu ao serviço de urgência do Santos Silva pelas 16h30, tendo sido feito um CTG (cardiotografia) — exame que monitoriza a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas da mãe — onde se verificou que a utente não se encontrava em fase ativa de trabalho de parto, não sendo previsível uma alteração do quadro tão súbita.

"Considerando a curta distância entre a residência e o hospital, menos de 10 minutos, e de acordo com as recomendações da Especialidade de Obstetrícia, aplicámos o procedimento habitual: indicação de regresso a casa, com retorno à urgência em caso de alterações no quadro clínico", referiu a ULSGE.

Segundo o hospital, às 19h59, quando regressou, "durante admissão, procedimento administrativo cuja duração é de três minutos, deu-se o parto, sendo que a grávida foi pronta e instantaneamente assistida pela equipa de emergência", concluiu.

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