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Presidente da AI2

“Chegou o momento de catalisar mais empreendedorismo de base tecnológica”

04 mai, 2026 - 22:55 • Marisa Gonçalves com Lusa

Em funções desde 1 de janeiro, a AI2 foi criada no âmbito da reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).

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O presidente do conselho de administração da Agência para a Investigação e Inovação (AI2), João Barros, manifestou a ambição de construir uma nova entidade que contribua para o crescimento do país e da comunidade científica, juntando instituições do ensino superior, pequenas e médias empresas, para além de vários setores da sociedade portuguesa.

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“No contexto de grandes marés culturais, climáticas, energéticas, macroeconómicas e geopolíticas, os portugueses anseiam por um país liberto da pobreza, mais próspero, mais atrativo, mais resiliente e mais preparado para agarrar as oportunidades que existem e fazer face às intempéries que se avistam no horizonte”, declarou João Barros, na cerimónia de tomada de posse do conselho de administração da AI2, que decorreu esta segunda-feira no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Na mesma ocasião, João Barros manifestou o propósito de ajudar a construir uma nova agência que, para além de apoiar financeiramente a investigação e a inovação, saiba pensar o ecossistema com todos os seus atores, mapeando competências e lacunas e identificando as necessidades de conhecimento da indústria e do país.

O também professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto sublinhou a importância de reforçar a comunicação entre as universidades e o tecido empresarial.

“Chegou também o momento de catalisar mais empreendedorismo de base tecnológica, expandir a utilização da inteligência artificial de forma segura e responsável, e promover a nossa soberania e autonomia estratégica na ligação profunda e profícua às redes globais do conhecimento, do investimento e da criação de valor. Queremos que Portugal seja reconhecido como um país de ciências, artes, letras, tecnologias e humanismo, dotado de uma base de talento admirável e respeitada”, apontou João Barros.

João Barros garantiu que a AI2 estará atenta à captação de novos valores e talentos, com vista à criação efetiva de valor e riqueza, envolvendo todos os setores sociais, regionais, culturais e económicos, respeitando a liberdade académica e a iniciativa privada.

De acordo com o presidente da AI2, este novo organismo, que resulta da fusão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI), pretende contribuir para reforçar as valências e a coesão em todo o território, aumentar os salários e rendimentos das famílias e gerar riqueza que possa ser reinvestida neste círculo virtuoso.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, participaram também na cerimónia.

“Para alcançar esse objetivo, temos de demonstrar à sociedade portuguesa que não há investimento mais importante do que o investimento em educação, ciência e inovação”, afirmou Fernando Alexandre, ao reafirmar o compromisso de atingir a meta de 3% do PIB em investigação e desenvolvimento até 2030.

“Estamos diante de uma mudança estrutural, uma mudança que redefine a forma como o Estado organiza e governa a ciência e a inovação, aproximando-as deliberadamente da economia e dos desafios do desenvolvimento”, disse Manuel Castro Almeida.

O conselho de administração da AI2 será presidido por João Barros e integra Teresa Pinto Correia, vice-presidente com o pelouro da investigação, Maria Moura Oliveira, vice-presidente com o pelouro da inovação, António Bob Santos e Luís Sarmento, vogais executivos.

Em funções desde 1 de janeiro, a AI2 foi criada no âmbito da reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).

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