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Operação Marquês

José Sócrates está novamente sem advogado

06 mai, 2026 - 08:30 • Daniela Espírito Santo , João Malheiro

Tribunal administrativo suspendeu nomeação de advogado oficioso para representar antigo primeiro-ministro, avança a CNN Portugal.

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José Sócrates está novamente sem advogado. O Tribunal Administrativo de Lisboa aceitou a providência cautelar interposta pelo antigo primeiro-ministro, avança a CNN Portugal.

De acordo com o canal televisivo, Sócrates interpôs uma providência cautelar para anular a decisão da Ordem dos Advogados, que nomeou um advogado oficioso para o representar no julgamento da Operação Marquês. Na prática, isto significa que a representação em tribunal fica suspensa até que seja tomada uma decisão.

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O advogado em causa é Luís Esteves, que foi "escolha direta do bastonário, sem sorteio". João Massano, recorda a CNN, não divulgou a ata da reunião onde foi decidido o nome e é acusado pelo antigo primeiro ministro de, entre outras coisas, ter estado presente na estreia do espetáculo "Sr Engenheiro", um musical onde, alegadamente, se caricaturam episódios da vida do político.

Luís Esteve tem agora dez dias para se pronunciar sobre as razões avançadas por Sócrates na providência cautelar. Caso não o faça, as mesmas serão tidas como verdadeiras.

O antigo primeiro-ministro já tinha, publicamente, contestado o advogado oficioso que lhe foi nomeado, garantindo que não lhe reconhecia legitimidade. "O dr. Luís Esteves não me representa, não tem a minha confiança", afirmava há dias.

Luís Carlos Esteves é o nono advogado a assumir a defesa de José Sócrates no âmbito da Operação Marquês.
Desde o início do processo, há cerca de 12 anos, o antigo primeiro-ministro já foi representado por oito advogados. Entre eles, João Araújo, entretanto falecido, bem como Pedro Delille, José Preto e Sara Leitão Moreira, que renunciaram por incompatibilidades com o tribunal — tendo os dois últimos alegado falta de tempo para analisar o processo.
A lista inclui ainda os advogados oficiosos José Ramos, Inês Louro e Ana Velho, além de Marco Amaro, que abandonou o caso por decisão própria.
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