Ministério Público arquiva casos de mortes investigadas após greve do INEM
07 mai, 2026 - 08:26 • Olímpia Mairos
Os seis inquéritos relacionados com alegadas falhas de socorro durante a greve dos técnicos do INEM, em 2024, foram arquivados, incluindo dois casos em que a IGAS admitiu que as vítimas poderiam ter sobrevivido.
O Ministério Público (MP) arquivou os seis inquéritos relacionados com mortes suspeitas por alegada falta de socorro durante a greve dos técnicos do INEM, em novembro de 2024. A notícia foi avançada pelo DN, que cita o MP.
Os casos investigados incluíam mortes em Bragança, Ansião, Almada, Vendas Novas e Tondela. Mesmo os dois casos em que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) considerou que o desfecho fatal poderia ter sido evitado acabaram arquivados.
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De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os processos “conheceram despacho de arquivamento”, sem divulgação das datas ou fundamentos das decisões.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) afirmou ao DN que não foi notificado pelo Ministério Público sobre estas decisões, embora continue a colaborar com as autoridades judiciais.
O caso de Ansião, relativo à morte de um homem de 53 anos vítima de enfarte, foi um dos mais mediáticos. O Ministério Público concluiu que não existiam “indícios robustos” que permitissem ligar a demora no socorro ao desfecho fatal. Já a IGAS tinha identificado falhas no socorro e defendido que uma assistência mais rápida poderia ter evitado a morte.
A gestão da greve do INEM continua sob análise numa comissão parlamentar de inquérito, que retoma audições a partir de 13 de maio.
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