Esquadra do Rato
Ministério Público pede prisão preventiva para quatro dos 14 polícias suspeitos de tortura
09 mai, 2026 - 15:03 • João Malheiro e Lusa
MP pede prisão domiciliária para outros três polícias. Em causa, estarão dez vítimas de tortura às mãos dos suspeitos. Medidas de coação serão conhecidas esta segunda-feira.
O Ministério Público pede prisão preventiva para quatro dos 14 polícias suspeitos de tortura na esquadra do Rato, em Lisboa, segundo a RTP.
Para outros três arguidos, o MP pediu prisão domiciliária. Para os restantes, pediu a suspensão de funções. Segundo o despacho de indiciação, citado pela RTP, em causa estarão dez vítimas de tortura às mãos dos agentes da PSP detidos.
Dos 14 detidos, dois tratam-se de chefes da PSP e 12 são agentes.
À Agência Lusa, fonte ligada ao processo adianta que os 14 polícias detidos vão conhecer as medidas de coação na segunda-feira e que este sábado foram ouvidas as alegações do Ministério Público (MP) e dos advogados, depois dos interrogatórios aos arguidos terem terminado na sexta-feira.
Durante as detenções, que aconteceram na terça-feira, também foi detido um agente, libertado logo depois da detenção, e um civil, libertado na quinta-feira, após o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de habeas corpus por detenção ilegal.
Com a detenção de 15 polícias - 13 agentes e dois chefes -, aumentou para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.
[artigo atualizado às 19h41]
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