Climáximo pinta fachada da Thales com tinta vermelha em protesto contra indústria militar
11 mai, 2026 - 10:30 • Olímpia Mairos
Ação de protesto em Paço de Arcos denunciou ligação entre indústria do armamento, combustíveis fósseis e conflitos armados, acusando a empresa de “lucrar com a morte de milhares de pessoas”.
A fachada da empresa Thales, em Paço de Arcos, foi esta manhã atingida com tinta vermelha por apoiantes do movimento climático Climáximo, numa ação de protesto contra “a crescente militarização da sociedade” e o que o coletivo descreve como “imperialismo fóssil”.
Segundo um comunicado divulgado pelo movimento, os ativistas “mancharam com tinta vermelha a fachada da Thales”, deixando ainda a palavra “Genocida” pintada no edifício. O Climáximo acusa a empresa de lucrar “com a morte de milhares de pessoas” e critica a sua ligação à indústria do armamento e à militarização das fronteiras europeias.
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Na nota, o movimento refere que a Thales é “a 4ª maior empresa de armamento, tecnologia e segurança da Europa”, produzindo “mísseis, carros de combate, drones e outros equipamentos e tecnologias usadas para vigilância e aniquilação de alvos”. O coletivo aponta ainda a parceria da empresa com a israelita Elbit Systems, descrita como “uma das principais produtoras de armas usadas no genocídio em Gaza”.
Filipe Antunes, estudante de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, citado no comunicado, afirma que “a Thales lucra diretamente com a morte de milhares de pessoas” e considera que a empresa é “parte integral de um modelo que promove a matança de pessoas inocentes por todo o mundo e que é indissociável dos combustíveis fósseis”.
O ativista sustenta ainda que “a guerra moderna [é] dependente e só possível devido aos combustíveis fósseis”, acusando os atuais conflitos de servirem para “extrair, controlar e produzir mais combustíveis fósseis”, acelerando “a humanidade em direção ao colapso climático e social”.
O Climáximo denuncia também “a fatia considerável de emissões do complexo industrial militar”, defendendo que os milhões investidos em armamento e combustíveis fósseis deveriam ser canalizados para um “Serviço Nacional do Clima”, bem como para áreas sociais como saúde, educação, alimentação e cuidados.
Outra das participantes na ação, Daniela Subtil, formada em Relações Internacionais e Alterações Climáticas, afirma que “vivemos na derradeira guerra da Humanidade” e alerta que, sem o desmantelamento dos combustíveis fósseis, “os conflitos atuais […] vão multiplicar-se e escalar em guerras por acesso a comida e água”.
O movimento termina apelando à participação numa concentração marcada para 15 de maio, às 18h30, em frente à sede do Governo, em Lisboa, inserida na “Semana de luta pelo Futuro”.
- Noticiário das 17h
- 11 jun, 2026








