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Polícia

PSP que terá avisado polícias da esquadra do Rato alvo de processo disciplinar

11 mai, 2026 - 18:43 • Fátima Casanova e Ricardo Vieira

Agente suspeito "está devidamente identificado e foi determinada a instauração de um processo disciplinar e a transferência do seu local de trabalho pelo Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa", indica a PSP.

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A PSP abriu um processo disciplinar ao agente suspeito de alertar polícias da esquadra do Rato, em Lisboa, para a realização de buscas num caso de alegada tortura e violação.

A informação foi confirmada à Renascença por fonte oficial da Polícia de Segurança Pública.

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O agente suspeito da fuga de informação “está devidamente identificado e foi determinada a instauração de um processo disciplinar”, indica a mesma fonte.

O elemento da PSP em causa vai ser transferido do seu local de trabalho, ordenou ainda o comandante do Comando Metropolitano de Lisboa.

Fonte da PSP indica à Renascença que, agora, terão lugar “diligências em termos processuais penais e disciplinares para apuramento dos factos imputados ao suspeito”.

A abertura deste processo surge após a TVI/CNN ter noticiado no sábado que um agente terá violado o segredo de justiça e transmitido informações sobre a investigação a pelo menos um dos suspeitos, que informou os colegas.

Isso permitiu aos polícias saberem alguns dos locais que iriam ser alvo de buscas, pedir aconselhamento a advogados e, em pelo menos um caso, pedir baixa médica no dia antes da operação.

A PSP sublinha ainda que a investigação teve início com base numa denúncia efetuada pela PSP ao Ministério Público, tendo coadjuvado o MP desde o início em todas as fases do processo de inquérito, assim como na execução de diversas diligências processuais, nomeadamente buscas domiciliárias e não domiciliárias, detenções e apreensões, que culminaram até ao momento com a aplicação, entre outras, de prisão preventiva para 13 polícias.

Na semana passada, a PSP e o MP realizaram a terceira operação no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra do Rato, tendo sido detidos 15 polícias e um civil, segurança de um espaço noturno.

Um dos agentes foi libertado logo depois da detenção e o civil saiu em liberdade na quinta-feira, depois de o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de habeas corpus por detenção ilegal.

Dos restantes 14 polícias, o tribunal decidiu hoje aplicar a quatro a medida de coação de prisão preventiva, medida que poderá passar a domiciliária, por um crime de abuso de poder e dois crimes de tortura, tendo os restantes 10 ficado em liberdade, dois dos quais foram suspensos de funções e proibidos de contactar com os ofendidos por suspeitas de um crime de abuso de poder e um crime de tortura.

Com a detenção destes 15 polícias - 13 agentes e dois chefes -, aumentou para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.

Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.

As primeiras duas detenções ocorreram em julho de 2025 e outras sete em março de 2026, estando os nove polícias em prisão preventiva.

[notícia atualizada às 19h23]

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