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UGT defende diálogo e alerta para risco de fragilização da Concertação Social

11 mai, 2026 - 12:17 • Olímpia Mairos

Central sindical apela à preservação do diálogo entre Governo e parceiros sociais em sede de Concertação Social.

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A União Geral de Trabalhadores (UGT) apelou, esta segunda-feira, à defesa do diálogo e da concertação social, na sequência das declarações públicas feitas nos últimos dias por responsáveis políticos e parceiros sociais após o fim das negociações do anteprojecto “Trabalho XXI”.

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Em comunicado, a central sindical recorda que a Concertação Social “é fundada na diferença de quem representa interesses diversos, ainda que não necessariamente divergentes”, sublinhando que este espaço de negociação tem permitido construir consensos ao longo de várias décadas.

A UGT destaca que a Concertação Social “tem sabido viver com e sem acordos em múltiplos processos negociais”, preservando “um capital de confiança e de respeito institucional” que considera essencial para continuar a trabalhar “em prol dos trabalhadores, das empresas e do País”.

A central sindical manifesta preocupação com o tom das críticas recentes e espera que esse capital “não seja desperdiçado ou fragilizado com ataques que apenas revelam a não aceitação da legítima diferença”.

No comunicado, a UGT lembra ainda que “o trabalho da Concertação Social não se esgota na legislação laboral”, defendendo a continuidade do diálogo entre Governo e parceiros sociais.

A organização sindical apela a que todas as partes permaneçam “focadas na ideia de que teremos e deveremos continuar todos sentados à mesa com o objetivo de encontrar soluções para os problemas reais do País”.

É isso que se espera da Concertação Social. É esse o papel que a UGT continuará a desempenhar”, conclui a estrutura sindical.

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