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“A Kristin tem culpados”: apoiantes do Climáximo bloqueiam Avenida Gago Coutinho em Lisboa

12 mai, 2026 - 10:51 • Olímpia Mairos

Protesto durou cerca de 30 minutos e denunciou os impactos das tempestades que atingiram Portugal no início do ano.

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Apoiantes do Climáximo bloqueiam Avenida Gago Coutinho. Foto: Climáximo
Apoiantes do Climáximo bloqueiam Avenida Gago Coutinho. Foto: Climáximo
Apoiantes do Climáximo bloqueiam Avenida Gago Coutinho. Foto: Climáximo
Apoiantes do Climáximo bloqueiam Avenida Gago Coutinho. Foto: Climáximo

Apoiantes do Climáximo bloquearam esta terça-feira de manhã a Avenida Almirante Gago Coutinho, em Lisboa, junto à Rotunda do Areeiro, numa ação de protesto contra a indústria dos combustíveis fósseis e a resposta do Governo às consequências da tempestade Kristin.

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Segundo o coletivo, o bloqueio aconteceu pelas 8h00 e durou cerca de 30 minutos. Os manifestantes exibiram uma faixa com a imagem da autoestrada A1 destruída pelo chamado “comboio de tempestades” que atingiu Portugal no início deste ano, bem como cartazes com frases como “A Kristin tem culpados”, “22 mortes” e “mais de 240 mil casas atingidas”.

Em comunicado, o movimento afirma que “centenas desalojadas, milhares de casas danificadas e, mais de 100 dias depois, milhares de pessoas ainda têm as suas vidas afetadas pelas escolhas da indústria dos combustíveis fósseis”.

Matilde Alvim, administrativa e participante no protesto, citada em comunicado, afirmou que “estamos aqui hoje em resistência porque, passados três meses desta bomba climática, não podemos esquecer a Kristin, as famílias e comunidades afetadas”.

A ativista defendeu ainda que “não podemos olhar para o lado e esperar que não nos aconteça a nós”, alertando que fenómenos extremos como a tempestade Kristin “não são um caso isolado” e poderão tornar-se mais frequentes e intensos.

A única forma de isto não ser o ‘novo inverno’ seguido de verões infernais é se mobilizarmos as nossas forças para pararmos coletivamente as petrolíferas e empresas de combustíveis fósseis”, declarou.

O Climáximo recorda ainda que, durante o “comboio de tempestades”, um milhão de pessoas ficou sem eletricidade. O grupo afirma também que ainda existem postes danificados, acessos florestais bloqueados e milhares de famílias sem serviços fixos de comunicações.

Sinan Eden, doutorado em matemática e presente no protesto, alertou para o risco de incêndios nas zonas afetadas pela tempestade. “Este Verão é muito preocupante porque o risco de incêndio nas zonas afetadas pela tempestade é ainda mais elevado e o Governo não tomou as medidas necessárias para a prevenção de incêndios”, afirmou.

O ativista criticou ainda as medidas de apoio às populações afetadas, considerando que “as novas medidas do Governo não dão apoios e obrigam a que todas as habitações passem a ter um seguro”.

O coletivo anunciou também uma assembleia popular para o próximo dia 15 de maio, em frente à sede do Governo, integrada na concentração “Luta pelo Futuro”, onde será discutida a ajuda às populações afetadas pela tempestade Kristin e o combate aos combustíveis fósseis.

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  • EU
    12 mai, 2026 PORTUGAL 10:34
    Haja ALGUÉM que diga a Estes Ativistas que quando se PROTESTA, devemos ter RAZÃO para tal. Então o MONDEGO galga as margens DERRUBA os DIKES e é o gasóleo, o gás e o CARVÃO que têm RENPONSABILIDADE? E os TÉCNICOS que construíram MAL? Há dois DIAS vimos através das televisões UM RIO de ÁGUA nas ruas de TERCENA/BARCARENA e a culpa é do CARVÃO?

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