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Ensino

​Mau tempo: Politécnico de Leiria com prejuízos de seis milhões e "zero" apoio até agora

12 mai, 2026 - 17:52 • Cristina Nascimento

Mais de três meses depois da passagem da depressão Kristin, o presidente do instituto explica que os problemas estão apenas “remediados”. O Instituto Politécnico de Leiria, onde estudam mais de 14 mil estudantes, tem 26 edifícios e 20 registam estragos.

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A depressão Kristin causou estragos de seis milhões de euros no Instituto Politécnico de Leiria (IPL). As contas são feitas pelo presidente da instituição onde estudam mais de 14 mil estudantes.

Em entrevista à Renascença, Carlos Rabadão explica que o IPL tem 26 edifícios, espalhados por três cidades – Leiria, Marinha Grande e Caldas da Rainha – e 20 registaram estragos.

Os estragos estimados cifram-se nos 6 milhões de euros, entre obras que estavam em curso e que foram prejudicadas, nomeadamente residências de estudantes, mas também noutros edifícios da instituição”, detalha.

Carlos Rabadão acrescenta que “os problemas não estão resolvidos, ou seja, estão remediados” e que estão “à espera que a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] possa transferir apoios que estão previstos numa resolução do Conselho de Ministros”.

Questionado sobre se até agora, mais de três meses depois, ainda não receberam nada a resposta é taxativa: “até agora nada, infelizmente”.

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O presidente do IPL acrescenta que, sem essas verbas, pouco podem fazer, porque têm ”muitas obras” em curso e o orçamento da instituição não tem “folga para poder lançar uma empreitada de mais um milhão ou dois milhões de euros”.

Carlos Rabadão refere não ter recebido qualquer justificação para ainda não ter recebido os apoios financeiros previstos, criticando a forma como foi organizada o sistema de distribuição do “reforço dos orçamentos das instituições”.

“Ficou definido que viriam através da Câmara Municipal. A questão é que nós temos a Câmara Municipal de Leiria, porque temos edifícios em Leiria, temos a Câmara Municipal da Marinha Grande, porque temos edifícios na Marinha, temos a Câmara Municipal das Caldas, porque temos edifícios nas Caldas”, explica.

Carlos Rabadão adianta ainda que chegaram a sugerir “ser tratados à parte, diretamente pela CCDR e não através das câmaras municipais” e que, na altura, reportaram “os estragos à CCDR, às duas Comunidades Intermunicipais (CIM) e às câmaras municipais onde temos edifícios”.

Apesar do cenário, o presidente do IPL garante que o ensino e a investigação não estão comprometidos”.

“As situações estão remediadas com umas lonas ou com situações provisórias, avançamos com uma pequena obra ou duas mais críticas de coberturas que voaram e que efetivamente tinham que ser repostas”, remata.

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