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Detido foge do Tribunal de Ponte de Sor entre "disparos"

13 mai, 2026 - 17:45 • Anabela Góis , Ricardo Vieira , com Lusa

Fonte da GNR disse à Renascença que militares da Guarda efetuaram disparos e que a fuga contou com a ajuda de três cúmplices. O suspeito tem 37 anos e escapou numa viatura.

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Um arguido detido fugiu esta quarta-feira do edifício do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, onde se encontrava para ser interrogado e ainda não foi encontrado, segundo fonte judicial.

De acordo com informações do juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia, aos jornalistas, o incidente de segurança no Tribunal de Ponte de Sor ocorreu durante a preparação de um interrogatório judicial, relacionado com crimes de homicídio na forma tentada.

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A mesma fonte relatou que foram efetuados "vários disparos" no interior e nas imediações do edifício, tendo os militares da GNR presentes no tribunal iniciado a perseguição ao suspeito.

Fonte da GNR disse à Renascença que os disparos foram realizados pelos guardas e que a fuga contou com a ajuda de três cúmplices. O suspeito tem 37 anos e escapou numa viatura.

O tribunal foi encerrado por razões de segurança.

Pelas 18h00, o suspeito em fuga ainda não tinha sido detido, disse à Renascença fonte da GNR.

"Distúrbios e agressões" nos últimos meses

Em comunicado enviado à Renascença, o Conselho Superior de Magistratura (CSM) confirma que a comarca de Portalegre registou "um incidente de segurança no Tribunal de Ponte de Sor", durante a preparação de um interrogatório judicial relacionado com crimes de homicídio na forma tentada.

"Um arguido detido conseguiu evadir-se do edifício do tribunal, após uma alegada manobra de diversão. Foram ainda efetuados vários disparos no interior e nas imediações do edifício. Os militares da GNR presentes iniciaram de imediato a perseguição ao suspeito, tendo o tribunal sido encerrado por razões de segurança durante o restante período de funcionamento. Até ao momento, não há registo de que o cidadão tenha sido detido", refere o CSM.

De acordo com a mesma fonte, "nos últimos meses, tinham sido já registados vários episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca, situações que chegaram a exigir intervenção policial".

Na sequência dessas ocorrências, "os órgãos de gestão da comarca solicitaram avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial".

No passado mês de abril, refere o CSM, a comarca de Portalegre "tinha já reportado preocupações relacionadas com as condições de segurança em tribunais sem vigilância permanente".

Os factos registados esta quarta-feira "reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais, garantindo a proteção de todos os profissionais e cidadãos que utilizam os edifícios judiciais", defende o Conselho Superior de Magistratura.

[notícia atualizada às 18h50]

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