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Encerrar esquadras da PSP? "É um 'déjà vu'", diz presidente da ASPP

14 mai, 2026 - 09:29 • João Cunha

"Parece-me uma medida mais de propaganda", diz Paulo Santos à Renascença. "Estamos a ver o doutor Luís Neves a anunciar reforços de polícias, quer para o aeroporto quer para os comandos metropolitanos do Porto e Lisboa, também já o fez para as polícias municipais do Porto e Lisboa, num exercício matemático que não acompanhamos."

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O presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP), Paulo Santos, diz que a ideia de encerrar esquadras da PSP "é um 'déjà vu'"

"[o ministro] veio abordar a questão da reestruturação por via do encerramento de esquadras. Também no passado ouvi isso da boca de outros ministros, é um 'déjà vu'", diz Paulo Santos à Renascença, confrontado com declarações do ministro da Administração Interna à RTP, na quarta-feira à noite.

"A ASPP não está contra uma reestruturação que tem que ser feita na PSP e no dispositivo policial, mas a verdade é que os senhores ministros e as senhoras ministras de últimos governos, sempre que não querem avançarem com negociações com os sindicatos ou sempre que estão numa tentativa de aviar essas negociações, invocam este tipo de soluções", diz o presidente da ASPP.

"Estamos a ver o doutor Luís Neves a anunciar reforços de polícias, quer para o aeroporto quer para os comandos metropolitanos do Porto e Lisboa, também já o fez para as polícias municipais do Porto e Lisboa, num exercício matemático que não acompanhamos", sublinha Paulo Santos.

A questão que se coloca, na perspetiva da ASPP, é se o encerramento de esquadras "é pertinente para resolver, por exemplo, o problema da atratividade".

"Sabemos que temos um acordo celebrado com o Governo e sabemos que já devíamos estar a negociar há muito tempo. Temos de falar de vencimentos, temos de falar de suplementos, temos de falar de estatuto profissional e temos de falar de tudo aquilo que possa ajudar na entrada de jovens para a Polícia. E aquilo que estamos a ouvir da parte do MAI e da parte do Governo é, uma vez mais, vir em colocar outro tipo de prioridades, como o encerramento de esquadras, coisa que também já se houve há muitos anos e que nunca notou muito efeito."

"Parece-me uma medida mais de propaganda do que propriamente num sentido de querer reestruturar o que quer que seja", remata o presidente da ASPP.

O ministro da Administração Interna admitiu o encerramento de esquadras da PSP em algumas zonas urbanas, como em Lisboa, garantindo que esta medida visa colocar mais polícias nas ruas.

"Estamos a pensar em reorganizar estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente na zona de Lisboa", disse Luís Neves na última noite, no programa "Grande Entrevista", da RTP, referindo que o objetivo é ter "menos esquadras para se ter mais gente [polícias] na rua e junto das pessoas".

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