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Incêndios

Tiago Oliveira demite-se da Agência para a Gestão de Fogos Rurais

14 mai, 2026 - 17:23 • Lusa

Engenheiro florestal refere que "imperativos de natureza pessoal" levaram a que tenha pedido a demissão ao ministro da Agricultura em março, adiantando que a exoneração terá efeitos no sábado.

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Tiago Oliveira, presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais desde 2017, apresentou a demissão por razões pessoais e deixa o cargo no sábado, quando se inicia o primeiro reforço de meios de combate a incêndios.

Numa carta de despedida à equipa da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), a que a Lusa teve acesso, o engenheiro florestal refere que "imperativos de natureza pessoal" levaram a que tenha pedido a demissão ao ministro da Agricultura em março, adiantando que a exoneração terá efeitos no sábado.

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"Fi-lo também com pesar porque estou bem consciente da excecionalidade da equipa que somos, quer do ponto de vista técnico quer humano. O conhecimento, a capacidade de foco nos objetivos, com autonomia e responsabilidade de decisão, e a motivação para fazer acontecer combinaram-se para dotar esta equipa de uma têmpera única e uma persistência inabalável", refere Tiago Oliveira na missiva.

Tiago Oliveira lidera a AGIF desde 2017, tendo sido escolhido pelo antigo primeiro-ministro António Costa para criar no país um sistema para coordenar, planear e avaliar os fogos rurais com foco para a prevenção depois dos incêndios desse ano.

Durante o Governo socialista, a AGIF esteve na tutela do primeiro-ministro, passando para o Ministério da Agricultura com o Governo da AD e tem sido alvo de críticas de algumas organizações do setor, como a Liga dos Bombeiros Portugueses.

Na carta, Tiago Oliveira refere que a equipa da AGIF vai continuar a ser "a força e o segredo por detrás dos êxitos pesem embora todas as complexidades – técnicas e político-institucionais – inerentes".

O ainda presidente da AGIF destaca a estratégia desenhada por esta agência, nomeadamente o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a cooperação internacional e criação do mecanismo de apoio às queimadas.

A agência Lusa contactou Tiago Oliveira, que se escusou a avançar com mais esclarecimentos, remetendo as justificações para a carta que enviou à equipa da AGIF.

Tiago Oliveira deixa a AGIF quando acontece o primeiro reforço de meios de combate aos fogos no âmbito do Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

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  • EU
    14 mai, 2026 PORTUGAL 18:22
    Presidente de QUÊ? Para criar o QUÊ? Coordenar o QUÊ? Afinal estes Senhores(?) andam a BRINCAR com quem? Reparem BEM (pf) este Senhor era PRESIDENTE de uma Instituição Pública para PLANEAR E AVALIAR os FOGOS RURAIS depois dos INCÊNDIOS. Portugal tem a PROTEÇÃO CIVIL NACIONAL. Tem a PROTEÇÃO CIVIL DISTRITAL e tem a PROTEÇÃO CIVIL CONCELHIA. Tem o ICNF. Tem o SEPNA, um braço da GNR para a FISCALIZAÇÃO e VIGILÂNCIA no combate aos incêndios florestais. Senhores GOVERNANTES baixem o PACOTE LABORAL à SEXTA SECÇÃO e acabem com estas instituições que NADA DE ÚTIL têm para o PAÍS. VERGONHA descarada.

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