Ativismo
"Eles comem tudo e não deixam nada": Climáximo redistribui alimentos tirados de supermercado
15 mai, 2026 - 00:33 • Lusa
Para os ativistas, esta é uma forma de protesto "contra os lucros das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil, e como alerta sobre o impacto da crise climática nos sistemas alimentares".
Apoiantes do movimento Climáximo entraram na quinta-feira num supermercado no Campo Pequeno, em Lisboa, de onde tiraram dezenas de produtos, sem os pagar, e foram distribui-los por pessoas pobres, informou o coletivo.
Num comunicado, o movimento Climáximo explicou que uma dezena de apoiantes levou alimentos e artigos de higiene pessoal, "saindo sem pagar e distribuindo estes bens numa banca junto à estação do Oriente".
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Sob o mote "Eles comem tudo e não deixam nada", os ativistas consideraram este ato como uma forma de protesto "contra os lucros das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil, e como alerta sobre o impacto da crise climática nos sistemas alimentares".
Esta ação de protesto "denunciou os lucros extraordinários auferidos por grandes superfícies como o Continente e o Pingo Doce num contexto de guerra potenciado pelos combustíveis fósseis, enquanto o custo de vida de pessoas comuns aumenta", lê-se no documento.
"A nossa dependência de combustíveis fósseis está não só a aumentar de forma drástica o custo de vida, como irá cada vez mais provocar a escassez de bens essenciais. Mas, no meio deste caos, há quem fique a ganhar: as grandes superfícies e as empresas fósseis registam lucros ímpares com a guerra, com a nossa pobreza e a destruição do mundo", diz, citada no comunicado, Inês Teles, apoiante do movimento.
A agência de comunicação Lusa contactou o comando metropolitano de Lisboa da PSP, mas uma fonte oficial disse que não dispunha de nenhuma informação pelo anoitecer de quinta-feira.
A ação de quinta-feira insere-se no que a Climáximo, movimento de jovens contra os combustíveis fósseis, chamou de "Semana de Luta pelo Futuro", com várias iniciativas. Já esta sexta-feira vão concentrar-se junto à sede do Governo.
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- 13 jun, 2026











