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Administração Interna

Esquadra do Rato na lista de encerramentos do Governo

15 mai, 2026 - 14:50 • Vítor Mesquita , Liliana Monteiro

O plano passará também pelo fecho das esquadras da Baixa e Benfica, sabe a Renascença.

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A esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, está na lista de encerramentos do Governo. A informação foi adiantada à Renascença por fonte policial, esta sexta-feira.

O plano passará também pelo fecho da esquadra da Baixa, concentrando o efetivo na divisão do Martim Moniz, sabe a Renascença.

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A mesma fonte indica que deverão ainda encerrar as esquadras de bairro da divisão de Benfica.

O jornal Nascer do Sol dava conta, esta sexta-feira, do encerramento de esquadras, desde logo a do Rato.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, já tinha admitido esta semana o fecho de algumas esquadras em Lisboa e Porto, com o objetivo de colocar mais agentes nas ruas.

"Estamos a pensar em reorganizar estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente na zona de Lisboa", disse Luís Neves no programa "Grande Entrevista" da RTP Notícias.

O ministro da Administração Interna defende que o objetivo é ter "menos esquadras para se ter mais gente [polícias] na rua e junto das pessoas".

O ministro explicou que uma esquadra exige no mínimo quase 30 pessoas, mas recusou a criação de "super esquadras".

"Posso garantir aos lisboetas e portuenses que o fecho de uma esquadra vai levar a que sintam mais presença dos polícias na rua", salientou.

Em reação às declarações do ministro da Administração Interna, o presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) disse que a ideia de encerrar esquadras da PSP "é um 'déjà vu'".

O ministro Luís Neves "veio abordar a questão da reestruturação por via do encerramento de esquadras. Também no passado ouvi isso da boca de outros ministros, é um 'déjà vu'", afirmou Paulo Santos à Renascença.

"A ASPP não está contra uma reestruturação que tem que ser feita na PSP e no dispositivo policial, mas a verdade é que os senhores ministros e as senhoras ministras de últimos governos, sempre que não querem avançarem com negociações com os sindicatos ou sempre que estão numa tentativa de aviar essas negociações, invocam este tipo de soluções", diz o presidente da ASPP.

"Estamos a ver o doutor Luís Neves a anunciar reforços de polícias, quer para o aeroporto quer para os comandos metropolitanos do Porto e Lisboa, também já o fez para as polícias municipais do Porto e Lisboa, num exercício matemático que não acompanhamos", sublinha Paulo Santos.

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