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Educação

Nova Universidade Técnica do Porto arranca em setembro. “Valor das propinas será exatamente o mesmo"

15 mai, 2026 - 06:00 • Cristina Nascimento

Atual Instituto Politécnico do Porto vai passar a universidade, ao abrigo do PTRR. Também o Politécnico de Leiria passa a universidade. Ambas as instituições preveem um aumento de alunos e reforço da aposta em mestrados e doutoramentos.

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A nova Universidade Técnica do Porto vai entrar em funcionamento no próximo ano letivo. É esta a expectativa do presidente do atual Instituto Politécnico do Porto (IPPorto), Paulo Pereira. Esta instituição recebeu luz verde do Governo para evoluir para universidade.

O anúncio público já foi feito, mas ainda há “duas únicas questões que estão por resolver: a aprovação em Conselho de Ministros do decreto-lei que vai constituir de facto a Universidade Técnica do Porto e, depois, esse decreto-lei terá que ser promulgado pelo senhor Presidente da República e publicado, obviamente, em Diário da República”, diz Paulo Pereira em entrevista à Renascença.

O presidente do IPPorto diz acreditar que “no próximo ano letivo essa questão estará de facto resolvida e, em setembro de 2026, terá início a Universidade Técnica do Porto”.

O Instituto Politécnico do Porto é o maior do país, com mais de 22 mil alunos a frequentarem 175 cursos: 63 licenciaturas, 76 mestrados, oito doutoramentos e cerca de 35 cursos técnicos superiores profissionais.

“Somos a quinta instituição maior, ao nível nacional, em termos do número de estudantes em todo o ensino superior”, descreve Paulo Pereira.

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Com a evolução para universidade, o estabelecimento de ensino deve crescer em número de alunos e reforçará a aposta em mestrados e doutoramentos.

O presidente do Politécnico do Porto mostra-se satisfeito com a evolução da instituição, mas reconhece que há receios entre a comunidade educativa. No entanto, Paulo Pereira assegura que, “do ponto de vista dos estudantes, docentes e pessoal técnico-administrativo de gestão, não há nenhum prejuízo, pelo contrário”.

“A instituição ao ser mais prestigiada, mais valorizada do ponto de vista social, mais reconhecida do ponto de vista internacional, será eventualmente benéfica para todos, para toda a comunidade”, assegura.

Paulo Pereira diz, concretamente, que “não há nenhum prejuízo do ponto de vista remuneratório ou valorização ou progressão nas carregas do centro, como também não haverá nenhum prejuízo relativamente aos estudantes, do ponto de vista da sua frequência”.

“O valor das propinas continua a ser exatamente o mesmo, portanto, não há aqui de facto nenhuma preocupação relativamente a esse aspeto”, esclarece.

Politécnico de Leiria passa a Universidade de Leiria e Oeste

Mais a sul, o Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) vai fazer um percurso semelhante ao do Porto. À boleia do PTRR, vai passar a universidade e deverá receber o nome de Universidade de Leiria e Oeste.

“É o nome que consta da proposta que entregámos há cerca de um ano”, diz à Renascença o presidente do ainda IPL.

Carlos Rabadão revela que agora têm cerca de 14.500 alunos, um número que deverá crescer.

Rabadão assegura que quer “reforçar a formação para o grau de mestre e para o grau de doutor”. Já as “licenciaturas e cursos técnicos superiores profissionais estão mais ou menos estabilizados”.

No total, na próxima década, a Universidade de Leiria deverá chegar aos 16 mil estudantes, máximo 18 mil, diz o presidente.

“O nosso objetivo é ser uma universidade média, não queremos crescer por crescer, queremos crescer para satisfazer as necessidades do nosso território, do nosso país, num conjunto de áreas que hoje já cobrimos e outras novas que, por sermos politécnico, não temos tido a oportunidade de fazer”, descreve.

Quanto ao calendário, tal como no do Porto, Leiria precisa da “formalização da criação da universidade, que depende de um decreto-lei que terá de ser aprovado pelo Conselho de Ministros" algo que Carlos Rabadão espera "que possa acontecer a qualquer altura”.

“A nossa expectativa é que possa surgir a todo o tempo e depois entraremos num período de instalação, onde nesse período vamos definir uma agenda de transformação do Politécnico”, refere, acrescentando que a lei define que o período de instalação “possa ir no máximo até cinco anos”.

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  • Sadrac Kembi Pongo
    16 mai, 2026 Angola Luanda 15:49
    Gostaria de saber mais informações acerca de estudantes internacional

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