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Fenprof anuncia adesão à greve geral durante manifestação que junta milhares em Lisboa

16 mai, 2026 - 16:33 • Sandra Afonso

Em protesto contra a revisão do Estatuto da Carreira Docente, a Fenprof trouxe este sábado milhares de professores para a rua e anunciou que também estará presente na Greve Geral de 3 de junho, contra a reforma laboral.

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Ao ritmo dos bombos, milhares de professores desfilaram este sábado em Lisboa, entre o Cais do Sodré e a Praça dos Restauradores, numa iniciativa da Fenprof em protesto contra a revisão do Estatuto da Carreira Docente.

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Ainda a manifestação não tinha chegado ao destino, onde estavam previstos os discursos de encerramento, e José Feliciano da Costa anunciou a adesão da Fenprof à greve geral de 3 de junho.

“A luta continua, nas escolas e na rua”, afirmou. “Negociação sim, imposição não”, acrescentou o sindicalista, apoiado de perto por Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, que convocou o protesto de 3 de junho contra as alterações à lei laboral.

A concentração começou ainda antes das 15h00, no Cais do Sodré, mas o desfile arrancou com mais de meia hora de atraso em direção aos Restauradores.

A manifestação foi marcada pelo som dos bombos, por faixas, bandeiras, cartazes e pela presença de professores de todo o país, que se deslocaram por meios próprios ou em autocarros organizados.

Além dos sindicatos, marcou também presença o Bloco de Esquerda, representado pelo deputado Fabien Figueiredo, que defendeu ser necessário “deixar um sinal claro a todos os jovens de que vale a pena seguir a carreira de professor”, bem como acabar com a precariedade no setor.

O Ministro da Educação ainda tentou travar o protesto na última hora, com o envio de uma carta. Um "ato desesperado", segundo José Feliciano da Costa, com uma missiva que incluía "um conjunto de inverdades" e que até "desmente" o que foi apresentado na negociação.

O sindicalista sublinha que "há milhares de professores em falta, há milhares de alunos sem aulas, e isto tem de ser resolvido".

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