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Ébola. Governo desaconselha "viagens não essenciais" à RD Congo

19 mai, 2026 - 12:03 • Lusa

País africano regista mais de 100 mortes suspeitas de terem sido causadas pelo surto.

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou esta terça-feira aos portugueses para evitarem a "realização de viagens não essenciais" à República Democrática do Congo (RDCongo), que regista mais de 100 mortes suspeitas de terem sido causadas pelo Ébola.

Numa nota divulgada no Portal das Comunidades Portuguesas, o ministério declarou que "foi identificado um surto de ébola na região de Ituri, no leste do país (...), correspondente à variante bundibugyo, contra a qual não existe vacina nem tratamento eficaz", sendo totalmente "desaconselhada a realização de viagens não essenciais e mesmo estas devem ser rodeadas de precauções e medidas de segurança excecionais".

O Ébola na RDCongo, país vizinho de Angola, já causou 131 mortos e 513 casos suspeitos, segundo os dados mais recentes das autoridades congolesas.

Uma morte foi reportada na vizinha Uganda e um caso foi confirmado no Sudão do Sul, que também faz fronteira com a RDCongo.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (Africa CDC), num comunicado divulgado na noite de segunda-feira, "declarou oficialmente o surto em curso da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, que afeta a República Democrática do Congo e o Uganda, como uma emergência de saúde pública continental".

Já a Organização Mundial de Saúde, que emitiu no domingo uma alerta internacional, convocou para hoje o seu comité de emergência.

O Ébola matou mais de 15.000 pessoas em África nos últimos 50 anos. Durante os surtos anteriores, a taxa de mortalidade variou entre os 25% e os 90%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A estirpe do vírus responsável pelo surto atual chama-se Bundibugyo e não existe vacina ou tratamento específico para esta variante.

A RDCongo é regularmente afetada por epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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