Ensino Superior
Ministro quer valorizar cursos superiores profissionais como via de acesso ao ensino superior
19 mai, 2026 - 14:21 • Jaime Dantas
O Governo propõe que os CTeSP passem a ser avaliados, tal como as licenciaturas e os mestrados, pela A3ES, e serão alvo de financiamento como também os outros cursos, revelou Fernando Allexandre.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, quer "valorizar os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP)", por considerar que, dentro do ensino profissional, são o currículo que "garante a formação adequada" à entrada no ensino superior.
Ao final da manhã de terça-feira, à margem da cerimónia do 10º aniversário do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), Fernando Alexandre revelou que, para prosseguir com essa intenção, o executivo está a concluir a avaliação dos CTeSPs, que introduz mudanças na avaliação destes cursos.
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A3ES passa a avaliar Cursos Técnicos Superiores Profissionais
"Na proposta de revisão dos graus e diplomas os CTeSPs passam a ser avaliados, tal como as licenciaturas e os mestrados, pela A3ES, e serão alvo de financiamento como também os outros cursos", adiantou.
Ainda assim, o ministro confessa que são necessárias algumas alterações na forma como é olhada a frequência do ensino superior. Para o governante, "cada vez mais temos de ter percursos que não são definitivos".
"Um estudante que seguiu o profissional no secundário está apto a ir trabalhar e, por isso, se ele quiser ir trabalhar, mas depois quiser voltar ao superior, ele tem uma via que nós queremos que seja alargada", diz.
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Quanto às críticas de José Luís Carneiro à falta de financiamento do ensino profissional, Fernando Alexandre responde culpando o PS que "teve oito anos e meio no poder e atualizou 0% a contribuição para o profissional" ao contrário daquilo que salienta ser a ação do governo nesta matéria.
"Nós estamos a preparar um modelo que vamos apresentar para este ano, para ter efeitos no próximo ano eletivo, em que vamos fazer uma alteração ao financiamento do profissional. Além disso estamos a fazer um investimento de quase 500 milhões de euros no reequipamento das escolas profissionais", disse.
Quanto à mudança de denominação dos Politécnicos, para Universidades Politécnicas, o ministro admite que essa mudança passa essencialmente pela alteração de posicionamento, principalmente a nível internacional das instituições. Exceção feita à criação da Universidade Técnica do Porto e da Universidade de Leiria e do Oeste, atuais Politécnicos do Porto e de Leiria, respetivamente, que serão "projetos totalmente novos" ressalta o ministro, sem avançar detalhes.
- Noticiário das 7h
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