Paulo Rangel condena tratamento dado por Israel a ativistas da flotilha
20 mai, 2026 - 14:20 • Olímpia Mairos
Ministro dos Negócios Estrangeiros exige libertação imediata de cidadãos portugueses e fala em “humilhante violação da dignidade humana”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou o tratamento dado pelas autoridades israelitas aos ativistas da flotilha interceptada por Israel, classificando a atuação do ministro israelita Itamar Ben Gvir como “intolerável”.
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Numa publicação na rede social X, Paulo Rangel afirmou que “Portugal condena veementemente o comportamento intolerável do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos ativistas da flotilha em humilhante violação da dignidade humana”.
O chefe da diplomacia portuguesa revelou ainda que o Governo tem mantido contactos permanentes com Israel para garantir a libertação dos cidadãos portugueses envolvidos.
“O Governo português tem estado em permanente contacto com as autoridades israelitas para garantir a libertação imediata dos cidadãos nacionais, com garantias de proteção”, escreveu.
Segundo Paulo Rangel, a situação “torna-se ainda mais urgente” perante os desenvolvimentos mais recentes.
O ministro anunciou também que o encarregado de negócios de Israel será chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português esta tarde.
Na reunião, Portugal irá exigir a libertação dos cidadãos envolvidos, apresentar um protesto formal e pedir esclarecimentos às autoridades israelitas.
“Será abordada esta grave violação dos direitos dos cidadãos em causa”, acrescentou Paulo Rangel.
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Os familiares dos dois médicos portugueses detidos na segunda-feira pelas forças de defesa de Israel na flotilha que seguia para a Faixa de Gaza não conseguem comunicar com os ativistas.
Em entrevista à Renascença, a companheira de Gonçalo Dias – um dos dois médicos detidos –, Sofia Miranda, contou que só tem recebido notícias através da organização Gaza Freedom Flotilla.
O presidente da República vai receber esta quarta-feira as famílias dos médicos Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias, detidos por Israel quando se encontravam em missão humanitária na "Sumud Global Flotilla".
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