Crime
PJ detém dois suspeitos por falsificação de 800 atestados de residência para imigrantes
20 mai, 2026 - 09:57 • Olímpia Mairos
Dois homens são suspeitos de liderar uma rede que terá obtido fraudulentamente cerca de 800 atestados de residência para regularização de cidadãos estrangeiros em Portugal, cobrando entre 130 e 200 euros por cada processo.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois homens suspeitos de integrarem um esquema de auxílio à imigração ilegal, através da falsificação de atestados de residência destinados à regularização de cidadãos estrangeiros em Portugal.
Em comunicado, a PJ revela que a operação foi conduzida pela Unidade Nacional Contraterrorismo e resultou na detenção de dois suspeitos, de 42 e 64 anos, “fortemente indicados da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e falsificação ou contrafação de documentos”.
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Segundo a investigação, os suspeitos terão criado “uma estrutura organizada, estável e concertada” que permitiu obter fraudulentamente cerca de 800 atestados de residência. Os documentos eram emitidos com base em moradas onde os cidadãos estrangeiros “não residiam efetivamente” e recorrendo a testemunhas que “atestavam falsamente tais factos perante a entidade autárquica competente”.
A PJ adianta ainda que o objetivo passava pela “obtenção ou regularização de títulos de residência em Portugal”.
De acordo com as autoridades, os suspeitos cobravam entre 130 e 200 euros por cada processo, “aproveitando-se da vulnerabilidade de cidadãos estrangeiros que pretendiam regularizar-se em Portugal”.
Os investigadores apontam para uma atuação estruturada, com “divisão de tarefas, disponibilização de moradas, angariação de interessados, recrutamento de intervenientes e obtenção de proventos económicos ilícitos”.
No âmbito da operação, foram ainda cumpridos dois mandados de detenção e sete mandados de busca e apreensão nas zonas de Loures e Odivelas, tendo sido recolhidos “elementos probatórios considerados relevantes para o prosseguimento da investigação”.
Os detidos serão agora presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo DIAP de Loures.
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- 13 jul, 2026







