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Suspeita de abandono

Mãe e padrasto de crianças francesas foram detidos em Fátima

21 mai, 2026 - 16:32 • Ricardo Vieira

Crianças foram encontradas sozinhas numa estrada em Alcácer do Sal, na terça-feira. A GNR localizou a mãe e o companheiro na zona de Fátima.

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A mãe e o padrasto, suspeitos de abandonarem duas crianças francesas, de 3 e 5 anos, foram detidos esta quinta-feira pela Guarda Nacional Republicana (GNR). A informação foi confirmada à Renascença por fonte policial

A GNR localizou e deteve a mãe e o companheiro na zona de Fátima, indica a mesma fonte.

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Em comunicado, a GNR adianta que foram detidos "um homem de 55 anos e uma mulher de 41 anos, suspeitos da prática dos crimes de violência doméstica e de exposição e abandono".

Em declarações à Renascença, o major João Gaspar, adianta pormenores sobre a detenção desta quinta-feira.

“Posso confirmar que a GNR, por volta das 15h30, localizou e deteve em Fátima os suspeitos de abandono das duas crianças encontradas sozinhas. São suspeitos da prática dos crimes de violência doméstica e de exposição e abandono. Após um trabalho de investigação, com partilha de informação, a mãe e o companheiro foram detidos pelos militares do Posto Territorial de Fátima da GNR”, indica o major João Gaspar.

A mãe e o padrasto foram levados para o posto de Fátima. Terão sido detidos quando estavam numa esplanada, após um alerta às autoridades.

O carro do casal foi rebocado para o quartel da Guarda Nacional Republicana.

As duas crianças tinham sido encontradas sozinhas a vaguear junto à estrada nacional EN253 em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, na terça-feira ao final da tarde.

Os irmãos foram encontrados por um casal, Eugénia e Artur Quintas. Estavam assustados e tinham apenas uma garrafa de água e uma peça de fruta, encontrando-se “à borda da estrada a chorar e a chamar pelo pai”, noticiou a CNN Portugal.

A Guarda Nacional Republicana detalha, em comunicado, que após receber o alerta "militares da GNR deslocaram-se de imediato ao local, onde localizaram os menores, garantindo a sua proteção e segurança".

"Perante a situação de evidente vulnerabilidade, as crianças foram encaminhadas para a casa de um popular, onde permaneceram e foram prestados os primeiros cuidados, na presença dos militares da Guarda, até serem encaminhados para unidade hospitalar.”

Entretanto, o Conselho Superior de Magistratura revelou esta quinta-feira que as crianças, e de acordo com informação transmitida pela comarca de Setúbal, "não foram entregues à embaixada" de França.

"No âmbito do processo, foram apenas solicitadas informações à embaixada", sendo que "a medida aplicada pelo tribunal foi a de acolhimento familiar", esclareceu.

O caso foi reportado à Polícia Judiciária e ao Ministério Público.

O pai das crianças, residente em França, tinha apresentado queixa na polícia por rapto das crianças pela mãe.

[notícia atualizada às 17h32]

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