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População da Póvoa de Lanhoso rejeita elevação da vila a cidade

24 mai, 2026 - 18:11 • Lusa

População da Póvoa de Lanhoso rejeitou a elevação da vila a cidade em consulta pública promovida pela junta de freguesia. Mais de 85% dos participantes votaram contra a proposta apresentada pela câmara municipal.

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A população da Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, rejeitou a elevação da vila a cidade na consulta pública lançada pela junta de freguesia, que registou mais de 85% de votos contra a proposta apresentada pela câmara.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, liderada por Paulo Silva (PSD), referiu que a consulta pública, realizada entre domingo, 17 de maio, e este sábado, contou com a participação de 882 cidadãos, dos quais 752 (85,3%) votaram contra a elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade, 129 a favor (14,6%), havendo ainda um voto nulo/branco.

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Na Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso estão recenseados cerca de 5.300 eleitores.

A área territorial proposta para a elevação à categoria de cidade “corresponde exclusivamente ao território da Freguesia da Póvoa de Lanhoso”, circunstância que motivou a realização desta auscultação pública por parte da junta de freguesia, “enquanto órgão representativo direto da população abrangida pelo processo”.

A junta adiantou que, desta forma, “concluiu o processo de auscultação pública à população relativamente à eventual elevação da vila a cidade, iniciativa de caráter consultivo que procurou envolver diretamente os cidadãos numa matéria de relevância para o futuro e afirmação do território”.

“O processo registou uma participação expressiva da população, refletindo o interesse e envolvimento cívico da comunidade neste tema. O resultado da auscultação demonstra uma posição clara dos participantes relativamente à eventual elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade. A grande maioria dos povoenses que se pronunciaram rejeitou a elevação”, refere a junta no comunicado.

O processo de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, desencadeado pelo município, liderado por Frederico Castro (PS), e que já se encontra na Assembleia da República, continua a gerar debate político e social no concelho, devido às posições divergentes entre a câmara municipal e a junta de freguesia.

Frederico Castro já afirmou que a elevação da vila a cidade fazia parte do programa eleitoral apresentado nas eleições autárquicas de outubro de 2025, nas quais foi reeleito.

“Na sequência da conclusão deste processo de auscultação, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso reunirá para elaboração do respetivo parecer, tendo por base os resultados obtidos nesta consulta pública, o qual será remetido à Comissão da Reforma do Estado e Poder Local no âmbito da apreciação do Projeto de Lei n.º 241/XVII, elevação da vila da Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade”, refere o comunicado.

Para a junta de freguesia, este processo “representou um momento relevante de envolvimento cívico, permitindo que a comunidade fosse chamada a pronunciar-se diretamente sobre uma decisão de natureza identitária e com impacto na visão futura do território”.

“A junta de freguesia continuará a trabalhar em defesa dos interesses da população e na valorização da Póvoa de Lanhoso, promovendo iniciativas que reforcem a identidade, o desenvolvimento e a qualidade de vida no território”, acrescenta a autarquia.

Em comunicado divulgado anteriormente, o PS da Póvoa de Lanhoso disse não reconhecer “a alegada ‘consulta pública’ promovida pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Amparo” sobre a elevação da vila a cidade.

“Estamos perante um processo grave, sem transparência, sem garantias democráticas e que levanta sérias dúvidas de legalidade. Como e quem fiscaliza este ato? De que forma foi autorizada a utilização dos cadernos eleitorais? Onde estão os pareceres da Comissão Nacional de Eleições? Quem garante a transparência da urna e do escrutínio?”, questionaram os socialistas locais.

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