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Operação "Águas Turvas"

Libertados dez dos 14 arguidos da megaoperação nas Águas de Gaia

30 mai, 2026 - 22:04 • Lusa

Cada um deve uma caução não inferior a 100 mil euros e estão proibidos de contactar entre si e com os restantes suspeitos.

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O Tribunal de Instrução Criminal do Porto ordenou este sábado a libertação de 10 dos 14 detidos na operação "Água Turvas", que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal Águas de Gaia (ADGaia), disse à Lusa fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, o juiz de instrução criminal determinou a libertação dos 10 arguidos a quem o Ministério Público não promoveu a prisão preventiva.

Os outros quatro visados continuam detidos, adiantou. Já as medidas de coação dos suspeitos serão conhecidas no início da próxima semana.

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O Ministério Público (MP) pediu prisão preventiva – a medida de coação mais gravosa - para quatro dos 14 arguidos, e a suspensão do exercício de funções e proibição de contactos com outros arguidos a cinco dos outros suspeitos.

Para os restantes, o MP requereu que fosse prestada, por cada um deles, uma caução não inferior a 100 mil euros e que ficassem proibidos de contactar entre si e com os restantes suspeitos.

O MP pediu ainda, para um destes cinco arguidos, a proibição de se ausentar do país e a entrega do passaporte.

Inicialmente, a indicação era de que seriam 13 detidos, mas este número aumentou para 14.

Os detidos são funcionários da ADGaia, alguns com cargos de chefia, ex-funcionários e empresários ligados à construção civil e à venda de materiais que, segundo o MP, manipularam dezenas de contratos para adjudicação ao mesmo empreiteiro em troca de dinheiro, eletrodomésticos, compras, jantares, férias, obras em casa e consultas médicas.

"A investigação, em curso há cerca de 17 meses, incide sobre um amplo esquema organizado de criminalidade económico-financeira, desenvolvido através da conjugação de esforços entre empresários do setor privado e funcionários da Empresa Municipal Águas de Gaia (ADGaia), com poderes decisórios relevantes no âmbito da contratação pública e sua respetiva execução", adiantou a Polícia Judiciária (PJ) na terça-feira, dia das detenções, em comunicado.

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