Política
Luís Neves rejeita "lei da rolha" nos bombeiros, mas diz que "há locais próprios para críticas"
31 mai, 2026 - 23:33 • Catarina Magalhães, com Lusa
Para a ministra da Administração Interna, "em momentos de crise, em momentos de stress, o que interessa é a união e não, de facto, comunicações que possam pôr em causa o trabalho coletivo".
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeitou este domingo a ideia de uma "lei da rolha" na Proteção Civil perante eventuais declarações acerca dos meios de combate aos incêndios.
Esta posição de Luís Neves surgiu depois do Secretario de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, ter avisado os operacionais para a possibilidade de serem punidos, caso façam declarações sobre dificuldades no combate aos incêndios.
“Este ano não vou mesmo deixar de perceber alguns comentários que se façam na televisão de alguns operacionais que possam dizer que estão num teatro de operações sem saber qual é a sua missão", disse o secretário na sexta-feira em Leiria. "Ninguém vai ficar impune a essas declarações."
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Apesar de afastar recusar a "lei da rolha", o ministro acredita que as críticas têm lugar e meios próprios, defendendo que não "pode andar cada um por si a falar".
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"Há liberdade, as pessoas podem falar. Não há nenhuma lei da rolha, não há nenhum espartilho que as pessoas não possam falar. O que eu entendo é que, em momentos próprios, há locais próprios para se fazer a crítica. E essa crítica, naturalmente, tem que ser transparente, tem que ser compreensível por tudo", salientou.
Para Luís Neves, "em momentos de crise, em momentos de stress, o que interessa é a união e não, de facto, comunicações que possam pôr em causa o trabalho coletivo".
Estes comentários do Ministério da Administração Interna (MAI) surgem no mesmo dia em que o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, manifestou-se contra a presença de comandantes de bombeiros a comentar na comunicação social incêndios em curso, considerando que apenas deverão falar "como cidadãos".
António Nunes também concorda que as declarações de Rui Rocha não constituem uma "lei da rolha", porque "é verdade que podem falar, mas como cidadãos.
"Não podem interpretar ou fazer afirmações de princípio porque eles não representam os órgãos representativos dos bombeiros", defendeu.
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Confiante no novo sistema, o ministro pediu que o SIRESP não seja diabolizado.
"Não qualquer problema em nenhum documento e o Governo está preparado e interessado em partilhar tudo", insistiu.
Luís Neves vai ser ouvido na Assembleia da República a propósito da demissão de António Pombeiro da secretaria geral do MAI, e que fez denúncias de alegadas irregularidades, conflitos de interesses e favorecimento em contratos públicos ligados à estrutura liderada pelo general Paulo Viegas Nunes.
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