Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 12 jul, 2026
A+ / A-

Política

Luís Neves rejeita "lei da rolha" nos bombeiros, mas diz que "há locais próprios para críticas"

31 mai, 2026 - 23:33 • Catarina Magalhães, com Lusa

Para a ministra da Administração Interna, "em momentos de crise, em momentos de stress, o que interessa é a união e não, de facto, comunicações que possam pôr em causa o trabalho coletivo".

A+ / A-

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeitou este domingo a ideia de uma "lei da rolha" na Proteção Civil perante eventuais declarações acerca dos meios de combate aos incêndios.

Esta posição de Luís Neves surgiu depois do Secretario de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, ter avisado os operacionais para a possibilidade de serem punidos, caso façam declarações sobre dificuldades no combate aos incêndios.

“Este ano não vou mesmo deixar de perceber alguns comentários que se façam na televisão de alguns operacionais que possam dizer que estão num teatro de operações sem saber qual é a sua missão", disse o secretário na sexta-feira em Leiria. "Ninguém vai ficar impune a essas declarações."

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Apesar de afastar recusar a "lei da rolha", o ministro acredita que as críticas têm lugar e meios próprios, defendendo que não "pode andar cada um por si a falar".

"Há liberdade, as pessoas podem falar. Não há nenhuma lei da rolha, não há nenhum espartilho que as pessoas não possam falar. O que eu entendo é que, em momentos próprios, há locais próprios para se fazer a crítica. E essa crítica, naturalmente, tem que ser transparente, tem que ser compreensível por tudo", salientou.

Para Luís Neves, "em momentos de crise, em momentos de stress, o que interessa é a união e não, de facto, comunicações que possam pôr em causa o trabalho coletivo".

Estes comentários do Ministério da Administração Interna (MAI) surgem no mesmo dia em que o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, manifestou-se contra a presença de comandantes de bombeiros a comentar na comunicação social incêndios em curso, considerando que apenas deverão falar "como cidadãos".

António Nunes também concorda que as declarações de Rui Rocha não constituem uma "lei da rolha", porque "é verdade que podem falar, mas como cidadãos.

"Não podem interpretar ou fazer afirmações de princípio porque eles não representam os órgãos representativos dos bombeiros", defendeu.

Ministro pede que não se diabolize o SIRESP

Depois de dizer que "nada belisca" a seriedade do novo líder do SIRESP (a rede de comunicações do Estado para situações de emergência), Luís Neves mostrou-se disponível na tarde deste domingo para partilhar o relatório integral sobre o trabalho do SIRESP, entre 2022 e 2024.

Confiante no novo sistema, o ministro pediu que o SIRESP não seja diabolizado.

"Não qualquer problema em nenhum documento e o Governo está preparado e interessado em partilhar tudo", insistiu.

Luís Neves vai ser ouvido na Assembleia da República a propósito da demissão de António Pombeiro da secretaria geral do MAI, e que fez denúncias de alegadas irregularidades, conflitos de interesses e favorecimento em contratos públicos ligados à estrutura liderada pelo general Paulo Viegas Nunes.

Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 12 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque