Lisboa
Greve geral: seis detidos após confrontos junto ao Parlamento
03 jun, 2026 - 19:50 • Ricardo Vieira
Grupo de manifestantes não acatou ordem para dispersar e arremessou garrafas contra as forças de segurança, já depois do protesto da CGTP desmobilizar.
Seis pessoas foram detidas após confrontos com as forças de segurança, esta quarta-feira ao final da tarde, junto à Assembleia da República, indica a PSP, que "neste momento não tem registo de feridos".
O superintendente Jorge Resende, da PSP, em declarações aos jornalistas na escadaria em frente ao Parlamento, disse que os manifestantes estão indiciados pelos crimes de desobediência e de resistência e coação sobre funcionário.
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Após o fim da manifestação da CGTP em dia de greve geral, pelas 16h15, um grupo de jovens permaneceu em frente ao Parlamento.
A tensão foi crescendo e começaram a ser arremessados objetos contra a polícia, que tentava reabrir a rua ao trânsito, pelas 17h50. Pouco depois, o grupo de manifestantes tentou cortar o trânsito e arremessou garrafas contra a polícia.
O superintendente Jorge Resende disse aos jornalista que as forças de segurança fizeram vários avisos ao grupo de jovens para estes dispersarem, que foram sendo ignorados e alvo de hostilidade.
"Tentou-se de todas as maneiras que as pessoas cessassem aquele comportamento e abandonassem o local de uma manifestação que se tinha tornado violenta. Posteriormente, com meios policiais, sem qualquer carga policial, avançaram a passo em direção àquelas pessoas e calmamente solicitaram que saíssem do local. Algumas pessoas reagiram fisicamente aos polícias que estavam na atuação legítima e essas pessoas foram detidas", detalha o responsável da PSP.
Após a carga policial em frente ao Parlamento, os manifestantes dispersaram para outras ruas e deitaram fogo a alguns caixotes do lixo.
Governo condena comportamento desordeiro
Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o ministro da Presidência reagiu aos incidentes junto ao Parlamento.
António Leitão Amaro condenou os confrontos em dia de greve geral que, segundo disse, "foi de trabalho para a esmagadora maioria dos portugueses".
“O Governo respeita o direito à greve e o direito a trabalhar de todos que trabalharam, e lamenta profundamente o comportamento de alguns que ultrapassaram os limites do direito à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas”, declarou Leitão Amaro, que agradeceu às forças de segurança.
- Noticiário das 21h
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