Confirmada uma ponte, estação em S. Ovídio e passagem abrigada em Porto-Campanhã para TGV
05 jun, 2026 - 23:04 • Lusa
Linha de alta velocidade entre Porto e Oiã avança com uma única ponte sobre o Douro e estação em Santo Ovídio. Projeto de execução confirma soluções previstas na Declaração de Impacte Ambiental de 2023. Consulta pública arranca na segunda-feira e decorre até 29 de julho.
Segundo o Relatório de Conformidade do Projeto de Execução, publicado hoje no portal Participa, a proposta para inserir a linha de alta velocidade no Porto confirma a existência de uma única ponte sobre o rio Douro, uma estação em Santo Ovídio, em Gaia, e uma passagem superior abrigada em Campanhã, consultou hoje a Lusa.
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Apesar de o início oficial da consulta pública só arrancar na segunda-feira e durar até dia 29, confirmam-se as alterações face às intenções iniciais do consórcio composto pela Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto.
Apesar de ter vencido o concurso público e assinado contrato com base no caderno de encargos, com uma proposta semelhante à apresentada hoje, em abril de 2025 o consórcio apresentou uma alternativa, com duas pontes separadas sobre o Douro, em vez de uma ponte rodoferroviária, uma estação em Vilar do Paraíso, sem garantia de ligação ao metro, em vez de Santo Ovídio, e ainda uma passagem superior em Campanhã não totalmente abrigada dos elementos.
Essas propostas foram chumbadas em dezembro pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), por não corresponderem à Declaração de Impacte Ambiental (DIA) emitida em 2023, levando à necessidade de apresentação de um novo projeto.
Neste, confirma-se a estação de Santo Ovídio, cujas plataformas estarão a 60 metros de profundidade, com capacidade para retirar 500 pessoas em menos de cinco minutos, conforme pedido no caderno de encargos. A estação terá ligação às linhas Amarela e Rubi do Metro do Porto e um parque de estacionamento com seis pisos subterrâneos, para 475 lugares, bem como estacionamento para bicicletas.
Confirma-se também uma ponte rodoferroviária entre Vila Nova de Gaia e o Porto, como sempre esteve previsto desde a apresentação do projeto, em setembro de 2022. A solução tinha sido consensualizada pelos então presidentes das câmaras de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do Porto, Rui Moreira, levando ao cancelamento de um projeto para uma ponte apenas rodoviária, designada à data como D. António Francisco dos Santos.
O projeto de execução do consórcio AVAN recupera também o que tinha sido apresentado em vídeo aquando da adjudicação do projeto, em outubro de 2024, com uma passagem superior na estação de Campanhã, no Porto, e não uma passagem superior "ventilada naturalmente".
Cai também o desenho de uma torre a nascente da estação de Campanhã e nasce, como inicialmente previsto, uma torre em D. João II, em Gaia, junto à estação de metro, que também será servida pela ferrovia.
O projeto salvaguarda ainda mais habitações à superfície em Gaia, especialmente na zona de Guardal de Cima, para onde o consórcio queria levar a estação, mas não evita a afetação de várias empresas na Zona Industrial de São Caetano e de algumas casas e estabelecimentos comerciais em Santo Ovídio.
Em Gaia, a linha de alta velocidade será subterrânea na maior parte do traçado, estando prevista a construção do túnel de Vila Nova de Gaia, com 3,4 quilómetros, dos túneis de Negrelos 1, com 995 metros, e Negrelos 2, com 190 metros, do túnel de Casaldeita, com 1,9 quilómetros, e de um túnel sob a autoestrada A41, com 65 metros. Mais a sul, já entre Espinho e Santa Maria da Feira, está também previsto o túnel de Cassufas, com 830 metros.
Além da ponte sobre o rio Douro, estão previstas uma ponte sobre a Ribeira de Senhora de Lamas, com 566 metros, em Santa Maria da Feira, e uma ponte sobre a Ribeira de Silvalde, com 614 metros, em Espinho. Já em Gaia, estão ainda previstos um viaduto sobre a A29, com 92 metros, e o viaduto da Pedreira das Lajes, com 439 metros.
As obras do primeiro troço, entre Porto e Oiã, no concelho de Oliveira do Bairro, em Aveiro, parte da primeira parceria público-privada da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, devem arrancar este ano e têm conclusão prevista para 2030.
A ligação Porto-Lisboa em alta velocidade colocará as duas cidades a uma hora e 15 minutos de distância entre si e terá paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.
A linha deverá estar concluída na totalidade em 2032, tal como a ligação Porto-Vigo, com estações previstas no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.
- Noticiário das 17h
- 20 jul, 2026





