Greve do pessoal não docente. Escola de Matosinhos abre apenas para as provas ModA
05 jun, 2026 - 10:00 • Jaime Dantas com Lusa
O efeito desta paralisação é maior do que o da greve geral desta quarta-feira, dia em que só o primeiro ciclo não teve aulas.
A greve do pessoal não docente afeta as atividades letivas na Escola Básica de Matosinhos, que não terá atividades letivas em nenhum dos ciclos de estudo, esta sexta-feira.
Segundo constatou a Renascença junto de fonte da instituição, esta manhã, só os alunos do quarto ano que realizam a prova ModA de Matemática entraram no recinto da "escola dos bombeiros", como é conhecida.
O efeito desta paralisação é maior do que o da greve geral desta quarta-feira, dia em que só o primeiro ciclo não teve aulas. De resto, o aviso afixado à entrada na escola é o mesmo que estava afixado no dia da paralisação convocada pela CGTP, mas com os segundo e terceiro ciclos acrescentados a caneta vermelha.
Ainda assim, à porta da escola, era muita a diversão das dezenas de crianças que se preparavam para uma visita de estudo, que não foi cancelada, uma vez que não está dependente do acompanhamento de funcionários da escola.
Para os alunos do primeiro ciclo, é a segunda greve num espaço de três dias, algo que causava um visível descontentamento nos encarregados de educação.
Desta vez, consequência da greve do pessoal não docente que tem "neste momento" uma adesão de 50%, segundo avança a Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP) à Lusa.
A greve da FESINAP deve‑se à proposta do novo pacote laboral que, segundo a federação, limita o direito à greve com serviços mínimos, não repõe a carreira de Auxiliar de Ação Educativa, não atribui um suplemento de penosidade para quem trabalha no ensino especial e prevê uma tabela salarial adequada aquém do desejado pelos profissionais.
O conjunto de sindicatos pretende ainda ser incluída na negociação coletiva e setorial com o Governo.
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- 19 jul, 2026






