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INEM regista seis minutos de atraso no socorro aos casos mais graves

10 jun, 2026 - 09:18 • Jaime Dantas

De acordo com dados do Instituto Nacional de Emergência Médica, citados pelo Público, o tempo médio de espera para utentes em risco de vida supera os 14 minutos. Ténicos de Emergência Pré Hospitalar culpam o novo sistema de triagem.

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O INEM regista seis minutos de atraso no socorro aos casos mais graves de emergência médica, revela esta quarta-feira o próprio Instituto Nacional de Emergência Médica ao jornal "Público".

Segundo os dados divulgados, o tempo médio de espera para utentes em risco de vida, os casos "P1" na escala de prioridade implementada no INEM, supera os 14 minutos, quando a referência é de oito minutos.

Nos restantes casos, os tempos de espera estarão a ser cumpridos, apesar do próprio INEM admitir ao diário que ainda só cerca de 50% dos meios estão a ser moni­to­ri­za­dos e que os tem­pos ainda são intro­du­zi­dos manu­al­mente pelos profissionais.

De acordo com o novo modelo de de pri­o­ri­za­ção dos pedi­dos de emer­gên­cia pré-hos­pi­ta­lar, cujo despacho foi publicado em maio, e os níveis e os meios de res­posta do sis­tema inte­grado de emer­gên­cia médica, para as ocor­rên­cias tri­a­das como P1, emer­gente, o tempo de che­gada do pri­meiro meio de emer­gên­cia deve ser igual ou infe­rior a oito minu­tos. Nas ocor­rên­cias P2, muito urgen­tes, os meios devem che­gar ao local no máximo em 18 minu­tos.

Já nas P3, para os casos considerados urgentes, o socorro deve chegar em 60 minu­tos e para as ocor­rên­cias P4, pouco urgente, o tempo de referência é de até duas horas.

O atraso presiste, mas a "evolução é positiva", sublinha o INEM ao Público. O Instituto de emergência médica aponta para uma “uma redu­ção de cerca de dois minu­tos no tempo médio de res­posta" nos casos mais graves.

Técnicos culpam novo modelo de triagem

À Renascença, o presidente do Sindicato de Ténicos de Emergência Pré Hospitalar classifica os dados como um "desastre" e culpa o novo sistema de triagem recentemente implementado pelo INEM.

"Estamos a falar de situações graves, onde as pessoas estão a correr, de facto, risco de vida e não conseguimos responder a tempo. É a prova do falhanço das medidas implementadas pelo presidente do INEM", diz.

O sindicalista considera que o modelo anterior permitia uma prestação de socorro mais eficaz, uma vez que "assim que era considerada a emergência, era enviado pelo menos uma ambulância".

"Em muitas zonas do país, uma ambulância, mesmo que enviada no imediato, está a mais de 20 e 30 minutos. Se perdermos aqui ainda mais tempo a desencadear o envio deste meio, os atrasos podem ser fatais", remata.

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