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​Rock in Rio Lisboa

Carlos Moedas: Rock in Rio "não paga taxas municipais, porque traz 120 milhões para a economia"

11 jun, 2026 - 17:52 • Cristina Nascimento

Presidente da Câmara de Lisboa assegura que autarquia investe mais em habitação ou em apoios sociais do que em eventos culturais ou ligados à inovação. Carlos Moedas revelou ainda que Lisboa é a cidade "número 1" do mundo a receber eventos internacionais.

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O presidente da Câmara de Lisboa acredita que a edição deste ano do Rock in Rio vai trazer mais de 120 milhões de euros de retorno para a cidade.

Carlos Moedas falava aos jornalistas esta quinta-feira ao fim da manhã, na apresentação do recinto do festival.

Quando questionado sobre a isenção de pagamento de taxas municipais, o autarca reconheceu que o festival não paga essas verbas, mas recordou o impacto económico que o festival traz à cidade.

“Não paga taxas municipais, porque traz 120 milhões de euros para a economia”, disse Moedas, citando o estudo feito o ano passado pela Universidade Nova de Lisboa.

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Moedas garante que se o Rock in Rio não fosse em Lisboa “estaria noutra cidade” e que é “função da cidade atrair estes eventos para que tragam retorno para a economia”.

“Quando as pessoas vêm e ficam num hotel, pagam esse hotel, isso cria mais emprego. Quando as pessoas vão a um restaurante, estão a criar emprego também nesse restaurante”, argumenta.

“O que estamos aqui a falar não é de taxa municipal. Estamos a falar de um retorno para a economia de 120 milhões de euros no ano de 2024 e este ano será seguramente maior”, acrescentou o autarca.

Nestas declarações aos jornalistas, Carlos Moedas revelou ainda que Lisboa é a cidade do mundo que acolhe maior número de eventos internacionais.

“Ganhámos o prémio da cidade que tem mais eventos no mundo, 188 eventos só sendo secundados por Paris, que tem 174. Estamos num momento muito bom da cidade, em termos de eventos internacionais que trazem emprego, trazem economia. Isso é importante para a cidade, porque a criação de emprego é o mais importante para todos nós”, remata.

Moedas recusa que este tipo de eventos esteja a criar cidadãos de primeira e segunda classe e assegura que a autarquia investe mais em habitação ou em apoios sociais do que em eventos de carácter cultural ou de inovação.

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