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Falha informática no SNS bloqueia receitas eletrónicas em todo o país

12 jun, 2026 - 11:16 • Olímpia Mairos , com Isabel Pacheco

Problema afeta a prescrição e dispensa de medicamentos desde a manhã desta sexta-feira. Farmácias garantem soluções de emergência para evitar interrupções nos tratamentos.

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O sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que suporta a Prescrição Eletrónica Médica encontra-se indisponível desde a manhã desta sexta-feira, afetando farmácias e utentes em todo o território nacional.

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A falha impede a consulta e a dispensa eletrónica de medicamentos prescritos através da receita médica eletrónica, criando constrangimentos no acesso habitual aos medicamentos.

A situação foi confirmada à Renascença pela presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino, que garantiu que estão a decorrer contactos com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde para apurar a origem do problema e o prazo previsto para a sua resolução.

É sentida em todo o país. Já estamos em contacto com os serviços partilhados do Ministério da Saúde para poder perceber qual é que vai ser, no fundo, o tempo previsto para a resolução do problema para informarmos as farmácias e as farmácias também poderem transmitir esta informação às pessoas”, afirma.

Apesar das dificuldades provocadas pela indisponibilidade do sistema, a responsável sublinha que existem mecanismos para assegurar a continuidade dos tratamentos em situações urgentes.

Segundo explica, a falha impede as farmácias de aceder à base de dados nacional das receitas eletrónicas, tornando impossível a leitura e a dispensa dos medicamentos por via digital.

Ao dispensar receitas, nós não conseguimos consultar, no fundo, a base de dados nacional e isso implica que nós não conseguimos ler as receitas e não conseguimos fazer a sua dispensa por via eletrónica”, refere.

Ainda assim, muitas farmácias dispõem de informação sobre a medicação habitualmente levantada pelos seus utentes, o que permite encontrar soluções excecionais para evitar interrupções terapêuticas.

Muitas farmácias, no entanto, terão a informação sobre os medicamentos que a pessoa normalmente recolhe na farmácia e, em situações de urgência, há sempre possibilidade de poder fazer essa dispensa para promover, no fundo, a continuidade dos tratamentos”, acrescenta Ema Paulino.

Até ao momento, não foi avançada qualquer previsão oficial para o restabelecimento do serviço. As autoridades de saúde e as farmácias acompanham a evolução da situação, enquanto milhares de utentes enfrentam dificuldades no acesso às suas receitas eletrónicas.

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  • Dlilva
    12 jun, 2026 Espinho 17:15
    Como é possível não ser possível comprar um medicamento numa farmácia habitual, pagando na totalidade, só porque é daqueles medicamentos que têm que ter identificação?

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