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Investigação

Grupo neonazi planeou ataque à casa de Luís Montenegro

18 jun, 2026 - 17:43 • Ricardo Vieira

“Sequestro é paro esquecer, mas uma granada de 37mm disparada por uma janela adentro não está fora do ementa”, foi referido numa troca de mensagens, indica o despacho de acusação do Ministério Público. Movimento Armilar Lusitano tinha uma lista de personalidades sobre as quais “catalogaram e/ou recolheram informações”.

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Elementos do Movimento Armilar Lusitano (MAL), um grupo neonazi, chegaram a planear um ataque contra a casa do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de acordo com a acusação do Ministério Público (MP) conhecida esta quinta-feira.

Depois de colocarem de parte um sequestro, o grupo terá discutido a possibilidade de invadir a casa de Montenegro em Lisboa ou de ser atirada uma granada para o interior da habitação do chefe do Governo, indica o jornal Expresso.

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“Sequestro é paro esquecer, mas uma granada de 37mm disparada por uma janela adentro não está fora do ementa”, foi referido numa troca de mensagens numa plataforma online.

A morada do primeiro-ministro foi obtida por um chefe da PSP que na altura trabalhava na Polícia Municipal. O suspeito – identificado como Bruno G. e apontado como o líder do grupo neonazi – está atualmente em prisão preventiva.

“Consegui a morada de um certo atual primeiro-ministro, aquele conhecido pelo Monstro Negro”, chegou a dizer Bruno G. numa plataforma online, adianta o Correio da Manhã.

O líder do Movimento Armilar Lusitano teve acesso a uma lista de agentes da PSP que faziam a segurança à casa de Luís Montenegro em Lisboa.

De acordo com o despacho de acusação do DCIAP, citado pelo Expresso, um elemento do grupo neonazi escreveu que a “situação merecia uma conversação com direito a planificação” e que combinaram vigiar a residência.

O MAL acabou por desistir dos planos, porque o primeiro-ministro, na altura, estava a viver num hotel.

De acordo com a investigação, o Movimento Armilar Lusitano tinha uma lista de personalidades sobre as quais “catalogaram e/ou recolheram informações”.

Além de Luís Montenegro, da lista fazia parte Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, Rui Tavares, Ricardo Sá Fernandes, Mariana Mortágua ou Miguel Sousa Tavares, indica o Correio da Manhã.

A acusação do Ministério Público foi agora deduzida, a dois dias de quatro suspeitos do MAL poderem ser libertados por excesso de prisão preventiva.

São acusados de liderar um grupo terrorista e de recrutamento de membros para a organização neonazi.

Outras cinco pessoas também são suspeitas de envolvimento nas atividades do MAL.

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