Educação
Diretores querem mudar calendário. Aulas devem acabar para todos até meados de junho
24 jun, 2026 - 07:19 • Cristina Nascimento
Fim das aulas varia consoante os anos de escolaridade. Anos com exames de avaliação (9º, 11º e 12º) terminam mais cedo, depois terminada para todos os restantes anos, exceto os mais novos.
A Associação Nacional de Diretores dos Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) defende uma uniformização do calendário escolar.
Atualmente o fim das aulas tem um calendário diferente consoante o ano de escolaridade. Quem tem exames, os alunos do 9º, 11º e 12º ano de escolaridade, termina mais cedo as atividades letivas, normalmente nos primeiros dias de junho; depois, uma semana mais tarde, seguem-se os restantes anos, com exceção dos estudantes mais novos do primeiro ciclo e ensino pré-escolar que se mantém em aulas até ao fim do mês de junho.
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Devido ao calor que se tem feito sentir nalgumas zonas do país e em vários países da Europa, a ANDAEP lançou o repto ao Ministério da Educação para que fosse possível as escolas suspenderem as atividades letivas.
Filinto Lima, presidente da ANDAEP, diz que não tiveram “qualquer contacto do Ministério da Educação” sobre este assunto, mas diz ter a “certeza” de que a tutela “está a pensar neste tipo de situações”.
“Não se pode alhear a uma situação que pode acontecer, tal como está a acontecer em França, onde o governo francês entendeu, de facto, que devia fechar as escolas por alguns dias”, argumenta.
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Presidente do CNE sugere, por exemplo, “encontrar (...)
Filinto Lima vai mais longe e defende que, com ou sem calor, o calendário deve ser revisto.
“Terá de haver este debate com o Ministério da Educação”, defende, reforçando que, “nos próximos anos letivos, quer o pré-escolar, quer o primeiro ciclo, devem terminar as suas aulas, independentemente do calor extremo que o país possa na altura estar a passar, e ter um calendário igual ao do secundário e igual ao do segundo e terceiro ciclo”.
“Nestes dias, em junho, os nossos alunos já pouco aprendem e é, muitas vezes, difícil retê-los em contexto de aprendizagem e de sala de aula. Penso que o Ministério da Educação devia, de facto, pensar na mudança do calendário e uniformizar o calendário escolar”, diz Filinto Lima.
“As aulas deviam terminar para todos os alunos, pelo menos até à segunda semana de junho”, remata.
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- 10 jul, 2026








