Incêndio em Vouzela soma 47 feridos
05 jul, 2026 - 08:20 • Fábio Monteiro , Teresa Almeida
Combate ao incêndio de Vouzela evoluiu favoravelmente durante a noite. Autoridades admitem que o fogo possa ser dado como dominado nas próximas 24 a 48 horas. Dois pontos do perímetro continuam a concentrar as maiores preocupações.
O incêndio de Vouzela registou uma evolução favorável durante a noite, embora o combate às chamas possa prolongar-se por mais 24 a 48 horas. No terreno mantêm-se mais de 1.200 operacionais, apoiados por mais de 400 veículos, estando também concentrados na zona os meios de apoio enviados pela Europa. As chamas já destruíram 13 mil hectares.
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O comandante operacional, Simão Velês, adiantou à Renascença que o número de vítimas subiu para 47 feridos, dos quais dois são graves, 13 sofreram ferimentos ligeiros e 32 foram assistidos no local.
Segundo Simão Velês, a noite permitiu prosseguir os trabalhos de consolidação em praticamente todo o perímetro do incêndio, mantendo-se, no entanto, dois locais que continuam a exigir maior atenção.
Os meios aéreos deverão começar a operar durante a manhã, apoiando o combate às duas frentes ativas. Aos meios nacionais e espanhóis juntam-se também aeronaves italianas.
"A noite foi um período tranquilo, continuaram a ocorrer ações de consolidação em todo o perímetro e, em especial, em dois locais em específico. Temos agora ações já previstas para o dia de amanhã, com suporte também de meios aéreos. Dentre aquilo que é a nossa estimativa é que gostaríamos nas próximas, entre as 24 e as 48 horas, conseguir dar este incêndio como dominado", afirmou o comandante operacional Simão Velês.
Para já, não está prevista a evacuação de novas aldeias situadas nas proximidades do incêndio.
Ainda assim, o responsável pelas operações alerta que permanecem zonas com potencial para reacendimentos, mantendo-se o esforço para evitar novas retiradas de populações.
"Neste momento não, esperemos que tal não volte a acontecer. Pelo menos o nosso foco é que o incêndio se mantenha nesta situação. Não estamos livres que haja uma reativação forte, recordo que temos locais com muito potencial, mas estamos empenhados em que não voltemos a ter essa situação, ter que retirar pessoas de casa, que são sempre situações desconfortáveis, desagradáveis e traumáticas até", disse Simão Velês.
Além do incêndio em Vouzela, as autoridades acompanham também um outro fogo em Santo Tirso, onde mais de uma centena de operacionais combatem as chamas.
Na última noite, o ministro da Administração Interna admitiu que a situação de alerta poderá ser prolongada.
Entretanto, sete distritos encontram-se sob aviso vermelho devido ao calor. Ainda assim, verifica-se um ligeiro alívio das temperaturas em grande parte do território.
"Continuamos com o tempo quente. No entanto, espera-se uma pequena descida da temperatura no litoral norte e centro. Essa descida faz com que alguns distritos tenham perdido, por assim dizer, o aviso vermelho. Portanto, o aviso vermelho continuará na região sul, até aqui à zona de Lisboa, Castelo Branco, Santarém. Todo o resto do território continuará com o aviso de laranja", afirmou a meteorologista Alexandra Fonseca, do Instituto do Mar e da Atmosfera.
[Notícia atualizada às 9h20]
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