Educação
Digitalização dos exames. Deloitte chamada para dar apoio técnico e monitorizar
06 jul, 2026 - 19:38 • Cristina Nascimento
Processo implica a utilização de duas plataformas informáticas, uma desenvolvida pelo EduQa, outra por uma entidade externa que trabalha com o Ministério da Educação desde 2018. A consultora está, agora, a monitorizar o funcionamento de ambas.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação revela que a consultora Deloitte foi chamada a prestar apoio técnico ao processo de digitalização e classificação digital dos exames.
Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais do 11.º e 12.º anos estão a ser classificados através de suporte digital. Os alunos fizeram as provas em papel, mas depois os milhares de exames foram encaminhados para Mem Martins, onde foram digitalizados e disponibilizados numa plataforma eletrónica à qual os professores classificadores acedem para fazer a avaliação.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Neste processo são utilizados dois sistemas informáticos distintos, ambos apresentaram alguns problemas, reconheceu a tutela. Perante os relatos dos professores e “desinformação alarmista”, o ministro da Educação decidiu prestar mais informação sobre o processo e as entidades envolvidas.
reportagem
40 pessoas num armazém quase incógnito. Os bastidores da digitalização dos exames
Ministério da Educação assegura que não há exames (...)
Fernando Alexandre garante que "todo este processo foi conduzido com entidades do Ministério da Educação, com professores, com forças de segurança, em instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, garantindo todas as condições de segurança", sublinhou.
A única entidade externa chamada ao processo foi a responsável pela plataforma de distribuição e classificação dos exames. Fernando Alexandre garante que é a mesma empresa que já trabalha com o Ministério da Educação desde 2018, acrescentando que será substituída no futuro, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Já a plataforma de processamento e tratamento das provas é da responsabilidade do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), que solicitou, recentemente, o apoio de uma consultora externa para responder aos problemas informáticos identificados após o início do processo.
“Temos uma situação de emergência, problemas que temos de resolver para conseguirmos cumprir um calendário. A pergunta que fizemos ao EduQa, porque é um instituto público de regime especial com independência reforçada, foi se precisavam de apoio técnico e o EduQa disse que sim”, descreveu o ministro, justificando a contração da Deloitte.
Fernando Alexandre considera a situação “normal, não tem nada especial, qualquer empresa faz isto”.
“A equipa da Deloitte entrou para apoiar o processo e, neste momento, está a fazer um acompanhamento global do processo”, acrescenta.
Questionado sobre o nome da empresa que desenvolveu a plataforma para a classificação digital das provas, Fernando Alexandre acabou por revelar o nome, mas pediu cautela na sua publicitação.
Exames nacionais
Todos os alunos terão acesso aos seus exames nacionais digitalizados, diz ministro da Educação
Mesmo os alunos que não peçam revisão dos exames t(...)
A equipa ministerial garante que “a empresa não tem nada de especial”, mas evoca “razões de cibersegurança” e os alertas recebidos pelo Gabinete Nacional de Segurança.
“Uma das indicações que nós temos é resguardar, na medida do possível, o processo”, remata o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo.
- Noticiário das 13h
- 13 jul, 2026






