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Empresa que desenvolveu plataforma para classificação de exames diz que seguiu especificações definidas pela tutela

08 jul, 2026 - 19:39 • Lusa

Empresa responsável pela plataforma de classificação dos exames diz que atua apenas mediante solicitação do EduQA. BLAT afasta responsabilidades pelos problemas de digitalização das provas. Intervenções técnicas no sistema não foram explicadas pela empresa.

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A empresa que desenvolveu a plataforma utilizada para classificar os exames nacionais diz que seguiu as especificações definidas pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e intervém no sistema "mediante solicitação".

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"A BLAT desenvolveu a plataforma de classificação para o IAVE/EduQA, sendo responsável pelo seu desenho e desenvolvimento, de acordo com as especificações definidas pelo IAVE/EduQA, intervindo mediante solicitação deste", refere a empresa, numa resposta à agência Lusa.

Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.

Nesse processo, as folhas de resposta são primeiro digitalizadas e carregadas na plataforma de processamento e tratamento das provas, da responsabilidade do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), e só depois carregadas na plataforma de distribuição e classificação.

Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, a BLAT foi a única entidade externa envolvida no processo, enquanto empresa responsável por desenvolver a plataforma de distribuição e classificação, utilizada desde 2018, na altura sob orientação do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), entidade entretanto extinta e cujas funções foram assumidas pelo recém-criado EduQA.

Desde o início do processo de classificação dos exames, os sistemas informáticos têm apresentado problemas, sobretudo relacionados com a digitalização das provas.

Para resolver as falhas na plataforma de processamento e tratamento dos exames, o EduQA solicitou, recentemente, o apoio de uma consultora externa, a Deloitte, que, segundo o ministro, está também a acompanhar as restantes fases do processo.

Questionada sobre a natureza da sua intervenção atualmente, a empresa responsável pela plataforma de classificação disse apenas que intervém "mediante solicitação" do EduQA e afastou quaisquer responsabilidades nos erros de digitalização.

"A BLAT não é responsável pela digitalização das provas, controlo de qualidade, submissão de ficheiros, gestão de utilizadores, definição de que provas são classificadas, quando o são ou por quem, nem por quaisquer outros procedimentos operacionais do processo de classificação", refere a empresa.

Na resposta à Lusa, a BLAT explica que a plataforma "limita-se a disponibilizar aos classificadores os ficheiros tal como os recebe dos sistemas externos e disponibiliza as provas quando a entidade competente assim o entender".

Na segunda-feira, a plataforma esteve em manutenção durante várias horas, devido a uma "fragilidade" na segurança do sistema, segundo explicou o ministro da Educação.

O sistema voltou a estar indisponível hoje, entre as 00:00 e as 02:00, período em que foi alvo de uma nova manutenção "para otimizar processos", justificou Fernando Alexandre.

Questionada sobre as duas intervenções técnicas no sistema, a BLAT não esclareceu os motivos nem o seu papel na identificação e resolução dos problemas.

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