"Guerra civil nas estradas". MAI pede mais rapidez na aplicação de sanções
08 jul, 2026 - 11:46 • Filipa Ribeiro
Luís Neves destacou que desde o início do ano foram registadas mais 33 mortes na estrada que no ano passado e que também o número de acidentes rodoviários aumentou em mais de seis mil. O ministro pede às autoridades mais rapidez na aplicação das sanções a quem não cumpre as regras.
O ministro da Administração Interna considera que há "uma guerra civil" nas estradas portuguesas e pede às autoridades que terminem com o "campeonato das prescrições".
Durante uma cerimónia no ministério da Administração Interna, em Lisboa, para a assinatura da campanha de segurança rodoviária para motociclistas - "Neste Verão tu escolhes como chegar... escolhe chegar bem!"- Luís Neves avisou os responsáveis pelas forças de segurança presentes, como GNR, PSP, ASNR e Polícia Municipal que "a lei é para cumprir". O ministro defende que "quem prevaricou tem que ser responsabilizado imediatamente e que não pode haver nem meses, nem anos, nem prescrições".
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Luís Neves disse ao presidente da Associação Nacional de Segurança Rodoviária que é necessário terminar com os "campeonatos" de prescrições. "Há aí uns campeonatos de quem tem atividade para ir ao encontro das prescrições. Temos que olhar para esse assunto com toda a severidade", alertou.
Dezenas de jovens que não chegaram ao destino
Durante a intervenção o ministro manifestou ainda preocupação com o aumento da sinistralidade e mortes na estrada. De acordo com o governante, até dia 6 de julho deste ano, Portugal registou mais de 77 mil acidentes rodoviários – mais de seis mil do que no ano passado. Destes resultaram 250 vítimas mortais - mais 33 pessoas que em igual período do ano passado. O ministro alerta que estes dados "não são números, mas pessoas".
Aproveitando a presença de associações de motociclistas na sala, Luís Neves alertou que a sinistralidade também aumentou entre os motociclistas e que a maioria das vítimas são jovens. De acordo com o ministro, no ano passado 140 pessoas morreram em motociclos quando em 2019 o número de vítimas foi de 125.
O ministro realça ainda assim "a elevada mortalidade entre os mais jovens". Detalhou que cerca de 26% das vítimas mortais em acidentes com motociclos tinham entre 15 e 29 anos – um total de 231 desde 2019 e que em 2024 perderam a vida 47 jovens motociclistas, em 2025 foram 39.
O ministro pede por isso mais severidade no cumprimento das regras na estrada.
Esta quarta feira, a GNR, PSP, ASNR, a associação Benção dos Capacetes, a autarquia de Ourém e o ministro da Administração Interna assinaram o protocolo para mais uma campanha de sensibilização rodoviária para motociclistas durante um período que culminará com a XI peregrinação para a benção dos capacetes a 20 de setembro no santuário de Fátima.
- Noticiário das 23h
- 15 jul, 2026







