Antigo líder Manuel Monteiro de novo militante do CDS-PP
20 mai, 2020 - 17:07 • Redação, com Lusa
Manuel Monteiro, que estava afastado do partido há 22 anos, recebeu na segunda-feira o cartão de militante das mãos do atual presidente, Francisco Rodrigues dos Santos.
O antigo presidente do CDS-PP Manuel Monteiro é de novo militante do partido, depois de o processo de refiliação ter ficado concluído na segunda-feira, com a entrega do cartão de militante. A notícia foi confirmada pelo líder centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, através de uma mensagem publicada nas redes sociais.
"A aceitação da refiliação de Manuel Monteiro é um sinal de reunificação do CDS-PP e de reunião de todos em torno da História do partido", escreve Francisco Rodrigues dos Santos.
O líder do CDS defende que, "quando se ambiciona conquistar o futuro, tem de se juntar o passado e não excluir pessoas".
"Sob a minha liderança, acolherei todos aqueles que estiveram ligados à família CDS e que querem ajudar neste processo de reafirmação do partido. O caminho é alargar, não é estreitar. Comigo, o CDS reunirá todos os que estão, os que estiveram e os que nunca estiveram, mas podem vir a estar", sublinha.
A notícia tinha sido avançada à agência Lusa pelo secretário-geral do partido, Francisco Tavares. “Na segunda-feira demos conta ao professor Manuel Monteiro de que está novamente filiado no partido”, disse.
Nesse dia, Manuel Monteiro, que estava afastado do partido há 22 anos, recebeu o cartão de militante das mãos do atual presidente, Francisco Rodrigues dos Santos.
Agora que está de novo filiado no CDS, e enquanto ex-líder, Manuel Monteiro tem lugar no Senado (órgão consultivo).
No final de outubro, a direção de Assunção Cristas optou por não decidir, até ao congresso de janeiro, a refiliação no CDS do ex-líder, que deixou o partido em 1998 para fundar a Nova Democracia (ND).
Após uma progressiva reaproximação aos centristas, desde que se afastou da Nova Democracia em 2009, Manuel Monteiro participou em várias iniciativas do seu antigo partido, a convite da Tendência Esperança em Movimento (TEM), no ano passado.
Em setembro, entregou a ficha de refiliação na concelhia da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, que aprovou a sua inscrição.
Questionado sobre a demora na conclusão do processo, o secretário-geral do CDS afirmou que a “pandemia não permitiu que acontecesse mais cedo”.
“Agora, com o desconfinamento, e com a possibilidade de estarmos uns com os outros, houve oportunidade para estarmos com o professor Manuel Monteiro”, acrescentou.
Poucos dias depois de ter sido eleito presidente do CDS, no congresso que decorreu em Aveiro no final de janeiro, Francisco Rodrigues dos Santos afirmou que Manuel Monteiro "será naturalmente", militante do partido, até porque, de acordo com os estatutos, defendeu, ele "neste momento ele já é militante".
Antes de ser eleito, considerou que "um partido como o CDS tem que se reconciliar com todos aqueles que se sentem bem no CDS e que querem ajudar a reerguer o partido e a relançá-lo".
"Manuel Monteiro foi um presidente que marcou um período de tempo da história do CDS. Querendo estar de volta, não vejo porque razão o CDS não quererá contar com os seus contributos, que podem ser valiosos para credibilizar o partido junto da opinião pública", salientou, em entrevista à Lusa.
[notícia atualizada às 18h00]
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