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Chega não quer encerramento de restaurante e cafés

09 jan, 2021 - 13:40 • Liliana Monteiro

O líder do Chega afirmou que “as medidas restritivas estão a desgastar e as pessoas estão cansadas, já há alheamento em relação a elas”. E avançou que vai mudar a estratégia das ações de campanha.

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André Ventura considera que setor alimentar fez amplo investimento para garantir a saúde de quem frequenta os espaços e não há qualquer estudo que mostre que restaurantes e cafés são locais de foco de infeção covid-19. No entanto o líder do Chega considera que é quase certo que é isso que vai ser anunciado pelo executivo.

A dúvida está nesta altura no pequeno comércio, segundo Ventura. “É demasiado arriscado fechar restaurantes e cafés sem ter dados que possam dizer que o pequeno comércio é foco de contágio real. Todos fizeram amplos investimentos para melhorar condições. A nossa dúvida é se estamos a fazer estes sectores pagarem por outros focos de contágio que não são eles”.

O candidato presidencial recordou que “o contacto dentro de casa tem sido um grande problema". "Falta fazer uma avaliação que não foi feita, devia ter-se confirmado se restaurantes e pequeno comercio são realmente focos de contágio, isso não está demonstrado. Do ponto de vista da saúde pública tenho dúvidas que resolva o problema ou parte do problema”.

Ao primeiro-ministro, António Costa, pediu que “os apoios sejam agora menos burocratizados". "Se voltar a haver este confinamento, como aparentemente indica que vai acontecer, as famílias vão precisar desesperadamente de apoios rápidos e liquidez imediata”, reforçou.

Em relação ao espetáculos e eventos culturais, André Ventura ficou com a ideia "de que tudo voltará a encerrar”.

O líder do Chega afirmou que “as medidas restritivas estão a desgastar e as pessoas estão cansadas, já há alheamento em relação a elas”, revelando que o novo confinamento deverá ser decretado por volta do dia 15 de janeiro.

O Chega vai fazer campanha normal na rua durante as presidenciais? André Ventura revelou que não.

“Acho que não faz sentido num confinamento absoluto fazer atividades na rua apesar de haver autorização, os portugueses não iam compreender. Vamos refazer o modelo de campanha. Eu faço questão de estar em todos os distritos porque o futuro Presidente da República o deve fazer”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.914.057 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.472 pessoas dos 456.533 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

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