José Luís Carneiro
PS "está em todos os progressos que o país registou"
21 abr, 2021 - 17:34 • Lusa
O secretário-geral adjunto do PS critica a atual "pressão feita nas redes sociais" sobre as decisões políticas.
O secretário-geral adjunto do PS defendeu hoje que este partido "está em todos os progressos que o país registou" desde o 25 de Abril de 1974 e criticou a atual "pressão feita nas redes sociais" sobre as decisões políticas.
"O PS está no cerne da nossa vida coletiva. Está em todos os progressos que o país registou. Mantém a sua liderança por estar sintonizado com as aspirações populares e por saber dosear liberdade com respeito pela individualidade, por procurar o interesse coletivo e por ser eficiente a conciliá-lo com o cuidado pelas aspirações individuais", afirmou José Luís Carneiro, na Assembleia da República.
Numa declaração política, a propósito do 48.º aniversário do PS, fundado em 19 de abril de 1973, o deputado e dirigente socialista destacou os progressos registados desde a instauração da democracia em matéria de mortalidade infantil, alfabetismo e pobreza, de esperança média de vida, alojamento próprio e saneamento e frequência do ensino superior - atribuindo à "ação conjugada da administração local, regional e nacional" a superação destes "atrasos de séculos".
Ressalvando que "falta, naturalmente, avaliar os efeitos da pandemia nestes indicadores", José Luís Carneiro reivindicou também melhorias na "qualidade da democracia", referindo que houve uma "evolução positiva da satisfação com a democracia entre 2015 e 2018, num índice que varia entre 1 e 4, e que em 2018 atingiu em Portugal 2,71, acima da média da União Europeia", e que "a confiança no parlamento nacional aumentou no mesmo período".
"Muito há que fazer, com certeza, mas ter um discurso negacionista sobre estes resultados que mostram que o país tem feito um caminho extraordinário de desenvolvimento é denegrir o esforço e atentar contra a inteligência de todos os portugueses", acrescentou.
Em seguida, o secretário-geral adjunto do PS considerou que atualmente "os valores democráticos estão confrontados com desafios muito exigentes" e criticou o que apelidou de "uma suposta cidadania" que "quer resultados para ontem" e que "faz o escrutínio, 24 sobre 24 horas, sobre as decisões políticas". .
"Essa pressão, feita nas redes sociais - onde vive gente bem intencionada - e nas notícias ao segundo, impede o tempo de maturação e de processamento regular das instituições. Dá a ideia de que o tempo da rebelião das massas atua agora nas redes, atua nas perceções. O seu tempo não é o tempo das instituições democráticas", sustentou.
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