Ouvir
  • Noticiário das 11h
  • 11 jun, 2026
A+ / A-

Câmara de Caminha vai rescindir contrato polémico de Centro de Exposições

16 nov, 2022 - 15:59 • Ricardo Vieira

Autarquia vai exigir a devolução dos 300 mil euros adiantados ao empresário Ricardo Moutinho.

A+ / A-

A Câmara de Caminha aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, a rescisão do contrato promessa do polémico projeto do Centro de Exposições Transfronteiriço, avançou a SIC Notícias.

A autarquia alega incumprimento por parte do promotor e exige a devolução dos 300 mil euros adiantados ao empresário Ricardo Moutinho.

O projeto está no centro de uma polémica que envolve Miguel Alves, antigo autarca de Caminha e ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro.

Quando era presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves adiantou 300 mil euros ao promotor do Centro de Exposições Transfronteiriço, que nunca chegou a ser construído.

A integração na ordem de trabalhos da reunião camarária de hoje do ponto relativo à autorização para que o presidente da Câmara inicie “os procedimentos tendentes” à resolução do contrato-promessa celebrado em 2020 foi proposta pelo autarca socialista Rui Lajes e gerou a indignação da coligação “O Concelho em Primeiro” (PSD/CDS-PP/Aliança/PPM), que se queixou por ter sido surpreendida com o assunto, indica a agência Lusa.

Alegando desconhecerem a proposta, os três vereadores pediram um intervalo de 15 minutos para analisar o documento que será submetido, na terça-feira, à Assembleia Municipal e com o qual foram confrontados no início da reunião camarária.

Após a reflexão, os vereadores da coligação “O Concelho em Primeiro” aprovaram a integração do ponto na ordem de trabalhos que, após ter sido formalmente apresentado ao executivo municipal, foi aprovado por unanimidade.

O acordo foi celebrado quando Miguel Alves era presidente da Câmara de Caminha.

Miguel Alves deixou a autarquia em setembro deste ano para integrar o Governo, onde assumiu a pasta de secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, António Costa.

Acabou por se demitir este mês após ter sido formalmente acusado pelo Ministério Público, por prevaricação, no âmbito da Operação Teia.

Ouvir
  • Noticiário das 11h
  • 11 jun, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque